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Fim da CPA-10, CPA-20 e CEA: começa este mês a transição das certificações da Anbima

Esta reformulação representa uma inflexão relevante na forma como assessores, gerentes, distribuidores e especialistas.

Osni Alves

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Uma mudança significativa no cenário das certificações para profissionais de investimentos no Brasil começou a valer neste mês. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) deu o pontapé inicial no período de transição para suas novas credenciais de mercado, um processo que se estenderá até 31 de dezembro de 2026 e impactará mais de 370 mil profissionais certificados em todo o país.

Esta reformulação representa uma inflexão relevante na forma como assessores, gerentes, distribuidores e especialistas em investimentos se qualificam e mantêm suas autorizações para atuar. O sistema anterior, baseado em provas pontuais e ciclos longos de atualização, está sendo substituído por um modelo contínuo de educação, focado em trilhas de aprendizado e microcertificações.

Os profissionais que possuem as certificações CPA-10, CPA-20 ou CEA válidas no início de 2026 estão diretamente envolvidos neste processo. Apenas aqueles com a certificação regular poderão aderir ao plano de transição sem a necessidade de realizar um novo exame completo, conforme as regras estabelecidas pela ANBIMA.

A entidade reforça que o prazo final é definitivo: quem não cumprir as exigências até o fim de 2026 perderá o direito à migração automática e terá de se submeter novamente a provas, respeitando os novos critérios e pré-requisitos das certificações reformuladas.

Como funciona a migração para as novas certificações

O plano de transição prevê uma equivalência clara entre os títulos atuais e as novas certificações, que são concedidas mediante o cumprimento de etapas obrigatórias. Profissionais com CPA-10 podem obter a nova CPA (Certificado Profissional ANBIMA). Já quem possui CPA-20 poderá migrar para a CPA e a C-Pro R (Certificado Profissional ANBIMA de Relacionamento). No caso da CEA, os profissionais poderão obter simultaneamente a CPA, a C-Pro R e a C-Pro I (Certificado Profissional ANBIMA de Investimento).

É fundamental destacar que, embora o direito à migração seja concedido, a efetivação das novas certificações não é automática. Ela está condicionada à ação proativa do profissional, que deve cumprir etapas obrigatórias, incluindo a realização de microcertificações específicas e a ativação da atualização anual.

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As microcertificações assumem um papel central a partir de 2026. Desenvolvidas para aprofundar conhecimentos em temas específicos – desde produtos financeiros até mudanças regulatórias e novas práticas de mercado – elas são a espinha dorsal do novo modelo. Todo o processo ocorre dentro do ANBIMA Edu, a plataforma digital que se torna o principal ambiente de certificação e atualização profissional.

Ao acessar o sistema, o profissional visualiza automaticamente as trilhas de aprendizagem que precisa concluir para garantir a transição. O perfil no ANBIMA Edu passa a ser obrigatório e ativo, funcionando como um painel de acompanhamento da carreira no mercado financeiro. Quem não concluir todas as microcertificações exigidas até 31 de dezembro de 2026 perderá o direito à migração, sendo necessário prestar um novo exame.

Educação continuada e fim dos ciclos longos

Outra mudança estrutural em vigor é o fim dos cursos de atualização realizados a cada três ou cinco anos. A partir deste ano, esse modelo é descontinuado. No novo sistema, a atualização passa a ser contínua e anual, acontecendo exclusivamente via ANBIMA Edu, sempre que houver necessidade de reciclagem de conteúdo. O profissional deixa de renovar a certificação em blocos e passa a acompanhar a evolução do mercado de forma permanente.

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O objetivo da ANBIMA é alinhar o processo de certificação à dinâmica atual do mercado financeiro, que é marcada pela sofisticação dos produtos, avanço tecnológico e exigências regulatórias mais frequentes. A entidade avalia que o novo modelo eleva o padrão de qualificação dos profissionais e fortalece a relação de confiança com os investidores.

Para os profissionais do mercado, 2026 não é apenas um ano de transição, mas um divisor de águas na forma de construir e manter a carreira no setor financeiro.