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SÃO PAULO – A consolidação do setor aéreo, em alguns casos, pode ser uma estratégia para evitar que uma determinada empresa venha a falir, explica o sócio da Brain & Company, André Castellini ao Podcast Rio Bravo. Por isso, algumas fusões podem não resultar em queda das tarifas.
Segundo Castellini, o que se vê no setor aéreo são ciclos de tarifas baixas, o que levam algumas empresas a não conseguirem pagar seus custos. “Sendo assim, não dá para esperar que as tarifas caiam”, explica.
De acordo com o executivo, 40% do custo da passagem aérea serve para pagar custos com combustível, que são cobrados em dólares. “Então as duas variáveis principais que determinam o custo possível para uma companhia aérea aplicar nas suas tarifas são o preço do petróleo e o câmbio”, conta.
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Ponte aérea
Segundo Castellini, o Brasil possui a ponte aérea mais cara do mundo, pois o preço está ligado ao desequilíbrio entre demanda e oferta, além da conveniência. “Existe um gargalo aeroportuário, não é possível colocar mais voos em Congonhas (SP) ou em Santos Dummont (RJ)”, afirma.
Para o executivo, voar entre Guarulhos (SP) e Galeão (RJ) é uma alternativa para viajar entre os dois estados, mas é menos conveniente para o consumidor. “Isso prova que um desequilíbrio entre a demanda e a oferta, já que existem dificuldades de acessar os aeroportos secundários, que seriam Guarulhos, que também está lotado, e Galeão, no Rio de Janeiro”, finaliza.