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SÃO PAULO – Um defeito identificado em milhares de passaporte e de etiquetas produzidos pela Casa da Moeda para o Itamaraty pode prejudicar brasileiros no exterior e turistas estrangeiros nas viagens de final de ano.
Foram emitidos cerca de 20 mil passaportes com defeitos nos chips e dois lotes de 300 mil com defeito na etiqueta M1. As etiquetas M1 são de múltiplos usos e obrigatórias, por exemplo, na emissão de vistos e nas ARBs (Autorizações de Retorno ao Brasil), que podem, em casos de emergência, substituir os passaportes para brasileiros no exterior.
Segundo assessoria de imprensa do Itamaraty, esses passaportes foram enviados para os consulados no exterior que identificaram os problemas nos documentos. A previsão é que a regularização seja feita em duas semanas. A assessoria ainda informou que não houve paralisação de pedidos de passaportes, mas apenas uma redução na produção.
Ainda não há informações de brasileiros ou estrangeiros que foram prejudicados pelos defeitos na emissão dos passaportes.
Em nota, a CMB (Casa da Moeda do Brasil) informou que identificou um problema no chip de um lote de passaportes entregue ao MRE (Ministério das Relações Exteriores). O chip é fornecido por uma empresa à CMB. Para solucionar o caso, a CMB prontamente reenviou ao Ministério 6.600 documentos aptos para uso. Outros 2 mil seguem hoje para serem substituídos. Todos os passaportes que apresentarem problema serão repostos sem nenhum prejuízo aos cofres públicos.
A CMB informa que já reforçou o processo de controle de qualidade para evitar novas ocorrências.
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Em relação às etiquetas, houve um problema na cola do papel fornecido para a CMB. A substituição de todo o lote foi concluída há dois meses sem nenhum custo para o MRE.
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