Governo endurece contra aéreas para combater preços abusivos na Copa

Segundo jornal, Embratur quer teto para as passagens aéreas

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SÃO PAULO – Na tentativa de combater os preços abusivos praticados pelas companhias aéreas durante a Copa de 2014, o presidente da Embratur, Flávio Dino, promete enviar um ofício à SAC (Secretaria de Aviação Civil) e ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) pedindo um teto para as passagens aéreas e a permissão para que empresas estrangeiras possam operar voos domésticos durante o evento. A informação é do jornal O Globo.

De acordo com a publicação, a autorização seria provisória, visto que é proibida por lei. O ministro da SAC, Moreira Franco, entretanto, é contra e argumenta que tentará negociar com as companhias valores mais razoáveis.

Preços
Com cerca de oito meses para o início da Copa do Mundo de 2014, o preço das passagens aéreas envolvendo cidades que sediarão jogos do evento já estão mais caras que algumas viagens para o exterior.

No dia 12 de junho, data da abertura dos jogos, uma passagem de ida do Rio de Janeiro para São Paulo chega a custar cerca de R$ 1.870, de acordo com o site Decolar.com. No mesmo dia, o preço do bilhete do Rio para Buenos Aires custa cerca de R$ 640, uma diferença de 192%.

Já no dia da final (13 de julho), uma passagem de ida de São Paulo para o Rio de Janeiro também chega a custar R$ 1.870. Comparando com uma viagem internacional, uma passagem de São Paulo para Nova York, por exemplo, custa em torno de R$ 2.084, na mesma data, apenas cerca de R$ 200 mais cara que a viagem em território nacional. Já o preço de São Paulo para Buenos Aires, no mesmo dia, custa R$ 478.

Em dias normais e em casos de compras com certo tempo de antecedência, as tarifas são bem menores, por exemplo, uma passagem do Rio de Janeiro para São Paulo, em março de 2014, varia de R$ 67 a R$ 885, segundo pesquisa do portal InfoMoney, realizada na última segunda-feira (14).