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SÃO PAULO – A Federação Internacional de Futebol (Fifa) rebateu críticas feitas contra a Copa do Mundo do Brasil – realizada entre 12 de junho e 13 de julho – e afirmou que gastou US$ 2 bilhões em gastos operacionais do Mundial, dos quais metade foi gasta com fornecedores nacionais. A Fifa reforçou que não pediu isenção de impostos para patrocinadores e fornecedores.
Em documento oficial, a Fifa relatou que apenas foram pedidos descontos em taxas de importação para os produtos “necessários para a organização e gestão da Copa Mundial e que não são vendidos no país”, entre eles, computadores e placares. “São concessões comparáveis às que recebem organizadores de outros grandes eventos esportivos e mundiais”, explicou a federação.
Além disso, a Fifa se defendeu e disse que não tem responsabilidade pela escolha de 12 cidades-sede e pelo custo dos estádios. Segundo a federação, o governo brasileiro teve a opção de escolher entre oito, 10 e 12 sedes e optou pela última opção. De acordo com a nota, a arquitetura dos estádios também não foi decidida pela federação. “A Fifa apenas define as diretrizes gerais, a fim de cumprir com exigências e expectativas das seleções, dos responsáveis pela segurança e dos meios de comunicação”.
Em relação aos investimentos públicos, a Fifa informou que nem todo o gasto imputado ao Mundial, que totalizou US$ 15 bilhões, foi feito diretamente para o torneio e citou a reforma ou construção de estradas, aeroportos e sistemas de telecomunicações como legado. “São investimentos que resultarão em benefício para o país em longo prazo. Portanto, não são gastos relacionados exclusivamente com o Mundial”, concluiu.
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