Após derrocada, ICQ está crescendo pela primeira vez em anos

A Mail.ru Group, uma empresa de internet controlada por Alisher Usmanov, o homem mais rico da Rússia, está tentando trazer o programa de volta aos anos de glória.

Bloomberg

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SÃO PAULO – Se você tem idade suficiente e foi geeky em algum momento de sua vida, deve se lembrar do ICQ. No seu auge, o serviço de mensagens instantâneas desenvolvido em Israel tinha mais de 100 milhões de usuários.   

O ICQ perdeu força depois que foi comprado pela AOL e após a fusão desastrosa da companhia com a Time Warner. Agora, a Mail.ru Group, uma empresa de internet controlada pelo homem mais rico da Rússia, está tentando trazer o ICQ de volta aos anos de glória.

Em 2010, a empresa do bilionário russo Alisher Usmanov pagou US$ 188 milhões para adquirir o ICQ, quando o programa ainda era popular na Rússia e em alguns outros países. Desde então, ainda mais usuários resolveram deixar o ICQ e passaram a usar aplicativos móveis, como o Viber e o WhatsApp. De acordo com dados da Mail.ru Group, o total de usuários do programa passou de 42 milhões em 2010 para 11 milhões no ano passado. 

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Há um lado positivo nisso: metade deles está usando o aplicativo móvel do ICQ. Além de mensagens de texto, o aplicativo do programa permite que usuários troquem fotos e vídeos, além de possibilitar que sejam feitas chamadas de vídeo. A companhia que adquiriu o ICQ em 2010 investiu um montante significativo para que o programa se adaptasse aos padrões dos sistemas operacionais da Apple e do Google, o IOS e o Android, respectivamente.  

Priorizando os dispositivos móveis, o ICQ finalmente está conseguindo reverter seus números e deixando os declínios para trás. A Mail.ru está vendo o número de usuários crescer pela primeira vez desde que comprou o programa há quatro anos. Apenas no Brasil, em menos de uma semana, 1 milhão de pessoas já baixaram o aplicativo, se tornando o app mais baixado na App Store temporariamente. Além de liderar no Ruguai, o aplicativo também foi recebido entre os consumidores argentinos. A empresa se ??recusou a fornecer o número de usuários por país.

“Nossa prioridade é ampliar o número de usuários”, disse Igor Ermakov, chefe de mensagens instantâneas da Mail.ru. “Em regiões como a Rússia, a Europa e a América Latina, nós esperamos crescer”, completou.

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A companhia pretende enfrentar o WhatsApp em algumas regiões e quer se tornar rentável como o WeChat?, da Tencent, gigante de tecnologia chinesa que detém participação na Mail.ru. O WeChat? conta com 396 milhões de usuários ativos e muitos deles pagam por serviços adicionais.