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SÃO PAULO – O mercado de luxo no Brasil é promissor e deve crescer a passos largos nos próximos anos. Uma pesquisa realizada pela Euromonitor International aponta que até 2020 a quantidade de brasileiros com renda bruta anual acima de US$ 150 mil vai crescer 46,3%, alcançando 1,4 milhão de pessoas, sendo que a expectativa para o setor de luxo brasileiro, que movimenta cerca de R$ 22 bilhões por ano, é aumentar entre 16% e 22% nos próximos anos.
E quando se fala de luxo, não tem como não comentar sobre os carros importados e esportivos. Dados da Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) indicam que, entre janeiro e junho, 46.683 carros foram emplacados. O número acompanha o ritmo lento das vendas de veículos no Brasil e foi 13,45% menor que o registrado no mesmo período de 2013.
Ao comprar um automóvel importado, o consumidor busca exclusividade e os melhores serviços, mas antes, deve levar em conta alguns fatores que vão além do preço e ficar atento às outras despesas, como manutenção, impostos e taxas (IPVA, licenciamento, inspeção veicular), combustível e seguro.
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Um levantamento realizado pela MinutoSeguros.com.br mostra que os carros importados têm um seguro um pouco mais elevado quando comparados com os modelos nacionais. Um dos motivos que influenciam o preço é o valor de uma eventual reparação; por exemplo, se um proprietário bater seu automóvel e precisar trocar algumas peças, essas, muitas vezes, virão de outros países com taxas de importação.
No setor de luxo e de importados, os consumidores procuram o melhor tratamento, com serviços “sob medida”. E há empresas que respondem a essa demanda. Algumas seguradoras já disponibilizam um seguro auto “premium”, com coberturas diferenciadas como blindagem, extensão de garantias, coberturas para acessórios (som e imagem), entre outros.
A empresa avaliou o preço de seguros de cinco modelos (Mini Cooper, Suzuki Gran Vitara, Range Rover Evoque, Kia Sportage e Lifan X60) em seis capitais (Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo). A diferença de preço entre uma apólice mais básica e uma ouro pode ser de até 68%. Isto ocorre com o Mini Cooper na cidade de São Paulo. Já a menor variação aparece para o Evoque nas cidades de Brasília e Porto Alegre, com 16%.
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Veja abaixo quanto sai o seguro de cada carro:
| Modelo | Capital | Plano básico | Plano Ouro | |
|---|---|---|---|---|
| Fonte: MinutoSeguros.com.br | ||||
| Mini Cooper Coupe S 1.6 | Brasília | R$ 3.057,17 | R$ 4.963,99 | |
| Belo Horizonte | R$ 4.603,1 | R$ 7.506,94 | ||
| Recife | R$ 4.668,63 | R$ 7.616,92 | ||
| Rio de Janeiro | R$ 3.974,49 | R$ 6.451,35 | ||
| Porto Alegre | R$ 5.112,83 | R$ 13.439,21 | ||
| São Paulo | R$ 5.660,03 | R$ 17.531,76 | ||
| Suzuki GranVitara 2.0 | Brasília | R$ 3.441,27 | R$ 5.165,62 | |
| Belo Horizonte | R$ 3.983,48 | R$ 5.160,16 | ||
| Recife | R$ 4.010,08 | R$ 5.070,33 | ||
| Rio de Janeiro | R$ 3.707,07 | R$ 4.719,29 | ||
| Porto Alegre | R$ 3.842,8 | R$ 4.821,5 | ||
| São Paulo | R$ 4.057,45 | R$ 5.176,23 | ||
| Range Rover Evoque 2.0 SI4 | Brasília | R$ 6.858,3 | R$ 8.200,93 | |
| Belo Horizonte | R$ 6.771,99 | R$ 8.688,48 | ||
| Recife | R$ 6.441,9 | R$ 7.605,32 | ||
| Rio de Janeiro | R$ 6.753,62 | R$ 8.189,23 | ||
| Porto Alegre | R$ 6.377,91 | R$ 7.597,27 | ||
| São Paulo | R$ 7.177,12 | R$ 8.765,05 | ||
| Kia Sportage LX 2.0 | Brasília | R$ 3.001,24 | R$ 4.793,12 | |
| Belo Horizonte | R$ 3.122,99 | R$ 4.191,8 | ||
| Recife | R$ 3.472,47 | R$ 4.274,75 | ||
| Rio de Janeiro | R$ 3.875,16 | R$ 5.180,98 | ||
| Porto Alegre | R$ 3.135,28 | R$ 4.219,6 | ||
| São Paulo | R$ 3.707,24 | R$ 4.671,65 | ||
| Lifan X60 1.8 | Brasília | R$ 2.641,99 | R$ 3.901,33 | |
| Belo Horizonte | R$ 2.720,12 | R$ 4.162,99 | ||
| Recife | R$ 2.560,8 | R$ 4.395,82 | ||
| Rio de Janeiro | R$ 5.494,91 | R$ 6.806,61 | ||
| Porto Alegre | R$ 2.916,39 | R$ 3.776,76 | ||
| São Paulo | R$ 2.976,58 | R$ 3.661,38 | ||
Vale lembrar que outros fatores, como perfil do segurado, localização e riscos, também são levados em conta na hora de precificar uma apólice. Além disso, foi usado como parâmetro o perfil de um homem casado de 40 anos; as seguradoras analisadas foram a Azul, Allianz, Bradesco, Chubb, HDI, Itaú, Liberty, Marítima, Mitsui, Porto Seguro, Tokio, Yasuda e Zurich.