Você está pagando mais por oito itens de luxo; veja o porquê

Carros, vinhos e roupas; itens de luxo têm muito mais que custo de produção e impostos no preço

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SÃO PAULO – Existe uma noção popular de que tudo que é mais caro é melhor. Tanto que, segundo o site Daily Worth, o número de consumidores que gastam com produtos de luxo mais do que triplicou nas últimas décadas.

No entanto, a questão que fica é: os produtos de luxo realmente valem o preço que é cobrado? Porque você deve gastar R$ 150 em um hidratante, quando uma marca mais popular cobra R$ 20?

Descubra abaixo o que você está realmente pagando quando você comprar os seguintes itens de luxo:

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Vinho
O debate sobre o quanto um “bom vinho” deve custar varia muito conforme a região, oferta e demanda, práticas éticas, flutuação do mercado e, claro, os custos indiretos para a vinícola. Mas a percepção desempenha um papel absoluto em como enólogos selecionam seus preços, não importando muito a qualidade. 

“Se eu fizer o melhor vinho do mundo e cobrar US$ 1, ninguém acreditaria que era o melhor”, afirma o sócio da Lema Kryla Fisher, uma empresa de consultoria da indústria de vinhos, Vic Motto.

Além disso, esse processo de encarecer o produto continua nos restaurantes. Os críticos de vinhos Dorothy J. Gaiter e John Brecher afirmam que o Chardonnay, por exemplo, tem o preço inflacionado, pois é um dos mais populares entre os consumidores.

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Roupas e acessórios de grife
A editora do site de moda Fashionista, Lauren Sherman, relatou em 2013 que o preço dos itens de moda de luxo tem aumentado. Ela observa que o custo médio de fabricação e venda de uma bolsa de grife, por exemplo, constitui em torno de 35% do seu preço final de varejo. 

Então, o que você está pagando? Parte desse preço pode estar indo para o aumento dos custos trabalhistas. Os gastos com trabalhadores do setor privado na China, onde muitas marcas de luxo têm seus produtos fabricados, aumentaram 14% em 2012, de acordo com a China National Bureau of Statistics. 

No entanto, muitas empresas aumentam o preço para direcionar o consumidor. Foi o que a Burberry fez no ano passado. Segundo a Bloomberg News, a companhia estava subindo os valores médios para direcionar a demanda por bens de luxo mais caros.

Produtos anti-idade
Se você já assistiu a um comercial de produtos anti-idade, com certeza já reparou que o narrador anuncia que “estudos mostram” que seu produto previne o envelhecimento. Boa sorte tentando encontrar esses estudos. 

Dra. Vesna Petronic-Rosic, dermatologista na University of Chicago Medical Center, afirma que as empresas raramente publicam estudos demonstrando que seus produtos realmente funcionam. O que geralmente acontece é que as empresas apontam evidências científicas que provam que específicos ingredientes antienvelhecimento funcionam.

Tenha em mente também que, como consumidor, você não receberá nenhuma garantia de quanto desse ingrediente secreto antienvelhecimento está no produto, nem quanto é necessário para ser realmente eficaz.

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O tratamento de pele ReVive Peau Magnifique Youth Recruit, por exemplo, custa US$ 1.500 por quatro cápsulas que supostamente renovam a pele do usuário. Teoricamente, o ingrediente-chave para isso é o Bio-3 Complex; no entanto, os estudos não foram divulgados, por outro lado, pesquisas apontam que uma boa noite de sono, muita água, boa alimentação, pouca exposição ao sol e evitar alimentos e bebidas que desidratam a pele são boas medidas preventivas para proteger a pele. 

Segundo o Dr. Simon Yoo, professor de dermatologia na Feinberg School of Medicine da Universidade Northwestern, os produtos mais caros não fazem muito mais do que um hidratante mais barato.

Diamantes como forma de investimento
O diamante pode ser o melhor amigo de uma mulher, mas eles não são os melhores investimentos. Devido à complexidade do mercado de diamantes e a falta de transparência, eles são considerados um investimento muito arriscado.

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O CEO e co-fundador da Priceonomics, Rohin Dhar, observou em 2013 que um diamante é tecnicamente um “ativo sofrendo depreciação que aparece como um investimento”, já que o preço de revenda é menor que o de compra.

Óculos e armação
Qualquer um que já teve que comprar óculos sabe que vai pagar desde a armação até os vários tratamentos anti-risco. O relatório Consumer Report realizado em 2012 mostra que os consumidores podem economizar até 40% em óculos caso sejam comprados pela internet. Quando comprados nas fotópticas, o consumidor acaba pagando pelo serviço também.

Carros de luxo
Quando você compra um automóvel de luxo, o preço é realmente apenas a ponta do iceberg quando se trata das suas despesas. A CBS News comparou os gastos com gasolina, seguro e reparação de um Mercedes-Benz C250 (custa em torno de US$ 35.900) e de um sedã popular nos Estados Unidos, o Toyota Camry XLE (US$ 23.061).

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A Mercedes tem um gasto médio de US$ 450 com combustível por ano e US$ 500 em seguro anual, sem contar os custos de manutenção. Vale lembrar que veículos de luxo, muitas vezes necessitam de serviços mais especializados e os reparos que vão além da lista de verificação padrão. A reportagem não divulgou os custos do outro carro, mas, considerando que ele é mais popular e econômico, os gastos com seguro e combustível são menores.

O engenheiro automotivo sênior do Consumer Reports, Jake Fisher, lembra que os veículos premium oferecem opções de segurança mais avançadas e melhor tecnologia aos clientes, e é nisso que as montadoras se baseiam na hora de jogar os preços nas alturas.

iPhone
Hoje em dia, todo mundo tem um smartphone. Porém, um levantamento realizado pela Forbes revela um em cada quatro norte-americanos possuem um iPhone, deixando as outras marcas de lado.  

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O celular inteligente da Apple é o sonho de consumo de muitos, apesar de ser mais caros que os concorrentes. Tanto a Forbes quanto o Yahoo! News lembram que processador mais rápido, a leveza do aparelho e a câmera que foram apresentados nas últimas versões não garante ao iPhone o posto de melhor smartphone do mercado. Logo, o que o consumidor está comprando é status e a imagem de ser um usuário Apple.

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