Itaú: maior venda de veículos depende do avanço da renda

A volta do crescimento do PIB, destacou, depende principalmente das reformas prometidas pela presidente Dilma Rousseff

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Com previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) de queda de 5,4% nos licenciamentos em 2014, o crescimento da venda de veículos no Brasil depende principalmente do aumento da renda per capita, avaliou na tarde desta quinta-feira, 6, o economista do Itaú Caio Megale, durante fórum que discute o futuro da indústria automobilística.

Segundo ele, para isso é necessário que o governo federal promova mudanças, “pavimentando o caminho de médio e longo prazo”. Para justificar sua defesa, Megale mostrou um gráfico do Fundo Monetário Internacional (FMI), indicando que quanto maior o PIB per capita de um país, maior o número de carro por habitante.

“O Brasil não está muito fora, mas para crescer ainda mais é importante avançar na renda. Daqui para frente, se o PIB não acelerar, vamos ter espaço para crescer, mas em ritmo menor”, afirmou o economista para uma plateia de executivos do setor automotivo.

A volta do crescimento do PIB, destacou, depende principalmente das reformas prometidas pela presidente Dilma Rousseff. De acordo com o economista, o primeiro grande desafio é “apagar o incêndio” de curto prazo em áreas como a política fiscal, para retomar a confiança na economia brasileira. Caso isso aconteça, ele afirmou que a economia do País tende a voltar a crescer “lentamente” a partir do fim de 2015 e início de 2016.

“As reservas acabaram. Não dá para continuar crescendo o consumo sem incremento da renda. A conta chegou em 2014”, disse, destacando que os desequilíbrios econômicos provocaram a recessão em 2014. “Chegamos a um momento em que a economia precisou de uma parada. (…) Mas, diferente da Fórmula 1, vai ser um pit stop mais demorado”, acrescentou. O Itaú espera crescimento de 0,1% do PIB em 2014 e de 1,3% em 2015.

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