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SÃO PAULO – A Bayerische Motoren Werke decidiu que a Mini ficou grande demais e encolherá a linha de produtos da marca de carros compactos de oito para cinco modelos.
A medida inverte o curso depois que a Mini lançou uma série de peculiares modelos derivados, como o cupê e o roadster de dois assentos, nos últimos anos. Embora essa estratégia tenha sustentado o crescimento das vendas, também agregou mais custos e complexidade.
No longo prazo, a Mini agora focará em veículos “super-heróis”, como as versões de três e cinco portas do hatchback básico, o crossover Countryman e a wagon Clubman, que será reformulada no ano que vem, disse ontem Peter Schwarzenbauer, diretor da marca.
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“Como um super-herói, cada um desses carros tem personalidade própria e recursos exclusivos”, disse Schwarzenbauer, em um evento perto da sede da BMW em Munique. “É importante encontrar o equilíbrio certo entre o crescimento, por um lado, e a lucratividade, pelo outro”.
A BMW relançou a Mini – um ícone britânico dos anos 1960 – como um compacto de alto padrão em 2001 tendo em vista um número cada vez maior de consumidores urbanos em situação econômica confortável. Desde então, tem havido um fluxo constante de carros urbanos na moda, como o Audi A1, o Fiat 500 e o Nissan Juke, o que pressiona a Mini a se diferenciar.
“A Mini atualmente enfrenta concorrência em áreas onde antes estava sozinha”, disse Schwarzenbauer, que assumiu a Mini no ano passado depois de ter liderado o setor de vendas da Audi.
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Três ou quatro dos modelos atuais manterão seu lugar na linha da marca, que agora inclui o crossover Paceman, de duas portas, e um conversível. Schwarzenbauer não disse quais modelos da Mini serão cortados e não forneceu um cronograma.
Mas não se trata apenas de meter o pé no freio. A Mini lançará um veículo elétrico “em breve”, pois dirigir com emissão zero provavelmente se tornará obrigação em muitos bairros centrais de todo o mundo, disse o membro do conselho de gestão da BMW. É possível que o veículo elétrico da marca seja modelado a partir do elegante carro-conceito Superleggera, exibido no Salão do Automóvel de Paris em outubro.
A Mini lançou a terceira geração de seu hatchback básico, conhecido agora como Hardtop nos EUA, em 2013. A demanda pelo carro ajudará a unidade da BMW a igualar as vendas recordes do ano passado, de cerca de 305.000 veículos. Somando o novo Clubman, Schwarzenbauer antecipa um incremento “significativo” nas vendas no ano que vem.
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Além de reformular sua linha de produtos, a Mini está buscando mais opções de personalização e alternativas para vendas através das concessionárias tradicionais.
“A marca continuará evoluindo nos próximos anos para garantir que sigamos sendo de ponta”, disse ele. “Vamos seguir caminhos novos e surpreendentes”.