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SÃO PAULO – A Rolls-Royce Motor Cars decidirá neste ano se seguirá o exemplo da Bentley e entrará no mercado de SUVs. A marca ultraluxuosa busca se expandir ainda mais após cinco anos seguidos de vendas recordes. A Rolls-Royce revelará neste ano um novo conversível planejado para meados de 2016. O veredicto a respeito da entrada no segmento de SUVs também está próximo, disse o CEO da empresa, Torsten Müller-Ötvös.
“Fizemos progressos avaliando as opções e entendendo melhor como o projeto poderia funcionar e o que é preciso para fazê-lo funcionar se decidirmos seguir adiante”, disse Müller- Ötvös, em entrevista por telefone.
A Rolls-Royce produziu mais veículos em 2014 do que nunca em seus 111 anos de história, disse hoje a empresa, uma unidade da BMW AG com sede em Goodwood, Inglaterra. As vendas globais, que mais que quadruplicaram desde 2009, subiram 12% no ano passado e chegaram a 4.063 carros. O quinto recorde de vendas anuais consecutivo da marca foi impulsionado pelo cupê Wraith, apresentado pela primeira vez em 2013, e pela versão atualizada do sedã Ghost.
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Além de comprar um número inédito de carros que exibem o emblema Espírito do Êxtase, característico da Rolls-Royce, uma quantidade recorde de consumidores optou por recursos exclusivos e personalizados. A Rolls-Royce afirma ter vendido mais carros a um custo individual de pelo menos 200.000 euros (US$ 238.000) no ano passado do que qualquer outra fabricante.
Os Estados Unidos continuaram sendo o maior mercado da empresa em 2014, à frente da China, dos Emirados Árabes Unidos e do Reino Unido. A concessionária com melhores vendas no ano passado está localizada em Abu Dhabi. A Rolls-Royce abriu seis novas lojas em 2014, em lugares como Cidade do México; Calgary, Canadá; e Gold Coast, Austrália. A empresa agora opera 127 concessionárias ao redor do mundo e pretende adicionar mais lojas neste ano para ter uma maior expansão.
Queda do rublo
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Na Rússia, a Rolls-Royce está preparando um aumento de preço para neutralizar o efeito da queda do valor do rublo, disse Müller-Ötvös. As duas concessionárias da empresa em Moscou receberam diversas encomendas de clientes russos que queriam investir em ativos que consigam manter seu valor em um momento de aceleração da queda do rublo, disse ele.
“Estávamos confiantes em relação à Rússia e vimos uma boa evolução por lá”, disse Müller-Ötvös, citando uma demanda forte, especialmente pelo Wraith, que é vendido a 327.000 euros. “Mas é muito difícil dar uma perspectiva agora”.
As vendas da Rolls-Royce representam uma pequena parcela da meta da BMW de vender mais de 2 milhões de carros neste ano. A marca enfrenta uma concorrência crescente pelos consumidores mais ricos do mundo depois que a Mercedes-Benz, unidade da Daimler, relançou a marca Maybach. A Bentley, da Volkswagen, também está se expandindo, com planos de lançar o SUV mais caro do mundo no ano que vem, a cerca de 180.000 euros.
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Pedra-da-lua
Para abrir vantagem em relação à concorrência, a Rolls-Royce vem enfocando recursos sob encomenda e lançou diversas edições limitadas no ano passado, incluindo o Metropolitan, de 450.000 euros, que contava com mesinhas de lanche com marchetaria composta de 500 pequenos pedaços de madeira distribuídos de forma a exibir uma paisagem urbana. A coleção Suhail, lançada no mês passado com o nome de uma constelação, vem na cor pedra-da-lua, em alusão ao brilho das estrelas.
A marca, que desde 2003 pertence à BMW, com sede em Munique, também produz o Ghost Series II, de 326,000 euros, e o top de linha Phantom, de 345.000 euros.