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SÃO PAULO – As ameaças para aparelhos celulares estão cada vez mais comuns. Similares aos vírus de computadores, as taxas de vírus de celular cresceram 75% nos Estados Unidos de 2013 para 2014, segundo relatório divulgado pela empresa de segurança móvel Lookout, mostra o portal CNBC.
A pesquisa baseou-se nos 60 milhões de usuários da empresa que tiveram seus aparelhos atacados. O surto de virus para celulares resultou de um boom em um tipo específico de malware chamado “Ransomware”, um tipo de vírus que bloqueia o celular, impedindo seu uso até que o usuário pague um “resgate”. Ele geralmente é transmitido ao fazer o download de um software mascarado de qualquer outra coisa.
Um dos Ransomwares mais notáveis é o ScarePackage, que se passa por uma atualização do Adobe Flash ou um aplicativo anti-vírus e, quando baixado, bloqueia o aparelho. Embora infectar os aparelhos com Ransomware seja mais complicado do que com outros vírus, os hackers preferem adota-lo pois o resgate é mais alto do que para os demais vírus, de acordo com o co-fundador da Lookout Kevin Mahaffey. Ele também afirma que os “cybercriminosos” usualmente pedem centenas de dólares antes de desbloquearem os celulares.
Apple versus Android: qual o mais seguro?
O relatório indica que a maioria dos celulares atacados eram modelos com o sistema Android, já que os aplicativos podem ser baixados de qualquer lugar da internet. Já a Apple utiliza a Apple Store, que requer aprovação para download de qualquer aplicativo, e a Play Store do Google não.
Mahaffey diz, entretanto, que a razão principal de os aparelhos Android serem os mais atacados é porque estão em maior número do que os iPhones – a mesma coisa que faz os computadores Mac mais seguros que os que usam Windows. Também diz que os cybercriminosos estão gradualmente mirando mais em aparelhos iOS conforme os mesmos ganham uma maior fatia do mercado.
Como proteger-se?
A melhor maneira para evitar a contaminação de vírus no seu aparelho é não baixar aplicativos suspeitos e ter certeza de que o aplicativo é legítimo. Além disso, se o aplicativo solicita ter acesso a muitos dados desnecessários ou que se passe por administrador, não faça o download. As senhas também são uma maneira de proteger-se dos malwares.
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