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SÃO PAULO – O setor de compras online no Brasil deverá movimentar R$ 44,6 bilhões até o final deste ano, de acordo com o relatório WebShoppers, da unidade especializada em informações sobre comércio eletrônico do Buscapé, a E-bit. Isso representa um acréscimo nominal de 8% em relação a 2015.
O comércio eletrônico está se mostrando uma forte tendência, que pode inclusive fazer com que o número de lojas físicas caia bruscamente em alguns anos. No ano passado, o crescimento nominal do setor no Brasil foi de 15%, na contramão da crise política e econômica – para o qual este tipo de venda pode representar uma solução.
“O e-commerce se mostrou uma excelente alternativa na busca de bons negócios para o consumidor, apresentando faturamento muito acima do registrado no varejo tradicional”, afirma o fundador da E-bit e vice-presidente de Relações Institucionais do Buscapé Company Pedro Guasti. No geral, o varejo brasileiro teve queda histórica de 4,3%, segundo dados do IBGE.
Perfil dos consumidores
De acordo com a E-Bit, 39,1 milhões de consumidores realizaram ao menos uma compra pela internet em 2015, fazendo com que a quantidade de pedidos crescesse 3%, atingindo 106,2 milhões.
Ao mesmo tempo em que a participação da classe C nesta categoria de compras diminuiu, as classes mais altas compraram mais pela internet. Isso, somado a outros fatores, como o preço dos produtos em si, fez com que o tíquete médio das compras subisse 12% no ano, para R$ 388. Estima-se que esse valor subirá ainda mais em 2016, chegando a R$ 419.
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Com melhora em entregas e serviços, estes clientes também estão mais satisfeitos com o serviço. É o que mostra o Net Promoter Score, que mede fidelização e satisfação dos clientes de comércio eletrônico: ele teve melhor resultado desde 2013, com 65% de aprovação.
Mesmo com a valorização do dólar sobre o real, a pesquisa também notou que os consumidores passaram a comprar mais em sites estrangeiros, como Amazon, eBay e Aliexpress. A quantidade de compradores em sites de fora do país chegou em 54% do total, ante 38% em 2014.
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