Como pagar na Black Friday, segundo especialistas em segurança

Escolher com cuidado a loja não é o suficiente para se blindar de fraudes na data

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SÃO PAULO – Para Tom Canabarro, especialista em segurança e co-fundador da Konduto, empresa fornecedora de sistemas antifraude, garantir que seu dinheiro não caia nas mãos erradas passa por uma premissa fundamental: pagar usando o cartão de crédito. Isso se torna ainda mais importante em datas fortes para o varejo, como a Black Friday – que neste ano acontece em 25 de novembro.

“Apesar de o Brasil ser um dos países com maior índice de fraudes de clonagem de cartão, o cliente sempre estará protegido. Se alguma compra on-line for feita sem o consentimento do portador, ele tem o direito de solicitar o estorno da transação junto ao banco emissor ou à operadora”, disse o especialista.

Recorrentemente, sites de compras oferecem o boleto como opção de pagamento – muitas vezes com descontos. Nesses casos, o barato pode sair caro: “uma vez pago o documento, as instituições financeiras se eximem de qualquer risco sobre o tema. É justamente nesse momento que surge a oportunidade para os criminosos aplicarem golpes em clientes desatentos – especialmente em uma data propícia, como a Black Friday”, explica Tom.

Por isso, desconfie sempre de lojas que só aceitem pagamento à vista, aconselha. Sites com nomes de grande varejista cuja única opção de pagamento é o boleto muitas vezes são fraudes mascaradas. Por isso, escolher a loja pela reputação é um trabalho mais árduo do que parece.

O número de reclamações de fraudes e roubos de dados vem diminuindo a cada edição da Black Friday. Em 2015, o número total de reclamações no site ReclameAQUI foi o menor em 5 anos, o que significa que o consumidor está mais atento e os sites, mais confiáveis.

Mesmo assim, o dia de descontos é prato cheio para sites maliciosos. De acordo a E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, espera-se um faturamento superior a R$ 2,1 bilhões em vendas nesta edição.


Analista de conteúdo da Rico Investimentos, ex-editora de finanças do InfoMoney