Anvisa explica detalhes de suspensão de anticoncepcional

Dispositivo Essure foi suspenso pela Agência por “risco máximo“; saiba o que fazer caso use o método

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SÃO PAULO – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou nesta quarta-feira a nota técnica que explica a proibição do sistema contraceptivo Essure no mês passado. À época, foi dito que o sistema possuía “risco máximo” e os produtos foram retirados das prateleiras.

Na parte de histórico do relatório, a Anvisa esclarece que, em 2016, a autoridade regulatória em saúde canadense, Health Canada, “publicou um alerta destacando as complicações graves (gravidez indesejada, dor crônica, perfuração, migração do dispositivo, alergia e diversos sintomas sugestivos de sensibilidade e reações imunológicas) apresentadas por mulheres portadoras deste produto, obtidas a partir de uma revisão de segurança acerca destas complicações conduzida pela Health Canada8”.

Essas descobertas trouxeram a necessidade de as empresas responsáveis se manifestarem sobre o produto e “adicionasse esclarecimentos ao público-alvo nas suas instruções de uso e rotulagem do produto, bem como a intensificação das atividades de vigilância e monitoramento dos riscos e benefícios associados ao produto, além da intensificação do monitoramento pós-mercado do Essure”. O produto é fabricado pela Bayer Healthcare e importando e registrado no Brasil pela empresa Comercial Commed Produtos Hospitalares.

Com a ausência de manifestação da empresa responsável, a Anvisa decidiu proibir a circulação do produto, em definição que ainda pode ser revista “a qualquer momento”.

Utilizado por meio de implante, o produto não precisa ser retirado dos corpos das mulheres que o utilizam, de acordo com a nota. Recomenda-se que se mantenha o acompanhamento médico e leia o formulário disponível neste link http://migre.me/w7BNQ ou entre em contato pelo telefone 0800 642 9782.


Analista de conteúdo da Rico Investimentos, ex-editora de finanças do InfoMoney