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SÃO PAULO – Cerca de 1,9 bilhão senhas foram expostas por brechas de segurança em apenas um ano. A descoberta foi feita pelo Google e pela Universidade da Califórnia em uma pesquisa realizada entre março de 2016 e março de 2017, mas publicada nesta quinta-feira (9).
Nos 12 meses de estudo, foram analisadas exclusivamente contas Google. Os pesquisadores conseguiram criar um sistema que automatiza a busca por informações roubadas em sites públicos e fóruns criminosos. Mais de 25.000 formatos de ferramentas usadas por hackers foram investigadas.
Durante este período, 1,9 bilhão de usuários e senhas foram expostos por criminosos virtuais através de brechas de segurança – em muitos desses casos, a mesma pessoa tem seus dados expostos para vários sites que utiliza (Google, Facebook, Netflix, entre outros). Até setembro deste ano, esse número subiu para 3,3 bilhões de credenciais. E esse não é o único formato de roubo de identidade digital que existe.
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O Phishing, por exemplo, é o formato que engana os usuários para que eles próprios cedam as informações aos cyber criminosos. E-mails com falsas promoções ou mensagens de texto usando o nome de instituições financeiras são alguns dos formatos usados. Outra maneira de roubar informações é o Keylogging, que consiste em gravar as ações realizadas em um computador.
Dentro desses dois métodos, o Google identificou, respectivamente, 12,4 milhões e 788 mil vítimas potenciais no total. Como nem sempre é possível acessar uma conta apenas com usuário e senha, frequentemente hackers buscam acessos a outros dados, como localização, número de telefone ou fotografia.
Embora o Google tenha desenvolvido maneiras de evitar logins estranhos, como avisar o usuário quando alguém entra em suas contas em uma localização muito incomum, a empresa sugere que as pessoas tomem proativamente medidas contra hackers. Uma delas é a autenticação multifatores.