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SÃO PAULO – A Bovespa encerrou o pregão desta segunda-feira em alta, apesar do fraco desempenho das bolsas norte-americanas. Num dia de poucos negócios, muitos investidores voltaram às compras devido ao baixo preço de alguns ativos, impulsionando o Ibovespa num movimento de ajuste técnico. Finalmente, as últimas pesquisas, que apontaram empate técnico entre Ciro Gomes (PPS) e José Serra (PSDB) não foram recebidas com tanto pessimismo, já que, de certa forma, o resultado estava sendo precificado durante boa parte da última semana.
O
Índice Bovespa
fechou em alta de 1,55%, sendo cotado a 10.687 pontos, registrando um volume financeiro de R$ 221,44 milhões.
O Ibope anunciou, nesta terça-feira, o resultado de sua nova pesquisa eleitoral, que indicou forte queda de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que saiu de 38% e agora conta com 34% das intenções de voto. Confirmando a tendência dos últimos levantamentos, o candidato do PPS, Ciro Gomes, disparou de 11% para 18% de preferência do eleitorado e divide, com José Serra (PSDB), a segunda colocação, já que o tucano registrou leve queda de 19% para 17%. Armínio reúne-se com investidores nos EUA
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, esteve reunido nesta terça-feira com representantes de grandes bancos para tentar acalmar os investidores frente às instabilidades do mercado brasileiro das últimas semanas. Hoje o presidente do BC segue para Washington, onde deve reunir-se com o secretário do Tesouro dos EUA, Paul O’Neill, o diretor-presidente do FMI, Horst Köehler, e com o presidente do FED, Alan Greenspan. O mercado especula que Armínio pudesse solicitar uma extensão da atual linha de crédito que o país mantém com o Fundo, já que o contrato se encerra em dezembro. Com isso, o C-Bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior, registrou forte valorização e derrubou o risco-país, que recuou cerca de 70 pontos e encerrou o dia a 1.611 pontos.
IGP-M acelera em julho e atinge 0,82%
A primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) registrou inflação de 0,82% na primeira prévia de julho, levemente acima dos 0,68% atingidos no início de junho. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que vinha amortecendo a alta dos demais componentes do índice, disparou de 0,16% na primeira prévia de junho para 0,51% neste mês. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deverá divulgar, nesta quarta-feira, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) referente ao mês de junho. O índice é bastante aguardado pelo mercado, na medida em que é o indicador utilizado pelo governo para o acompanhamento das metas de inflação estipuladas junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Tentando recuperar a confiança dos investidores norte-americanos após os recentes escândalos contábeis, o presidente dos EUA, George W. Bush, realizou um discurso nesta terça-feira em Nova York em que enfatizou sua posição favorável à prisão dos executivos envolvidos nas fraudes. Além disso, o republicano afirmou que pretende disponibilizar cerca de US$ 100 milhões adicionais a SEC (Security and Exchange Comission) para permitir maior rigor ao órgão fiscalizador norte-americano.
Lula registra forte queda em nova pesquisa eleitoral
Finalmente, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB), atingiu 12% de preferência do eleitorado e mantém-se na quarta colocação.
Já o IPA (Índice de Preços ao Atacado) avançou de 0,99% para 1,02% e, apesar de ter registrado leve crescimento, ainda mantém-se em patamares bastante elevados, pressionando o índice medido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).IPCA será divulgado hoje
No último dia 25, o instituto já havia anunciado o IPCA-15, cujo período de coleta concentrou-se entre meados de maio e junho, que registrou inflação de 0,33% no último mês. Discurso de Bush não acalma mercados
No entanto, os investidores interpretaram o discurso com ceticismo, na medida em que o presidente não anunciou a tomada de qualquer medida concreta para combater novas fraudes, e as bolsas encerraram o pregão desta terça-feira em queda.
Nesta quarta-feira, o Departamento de Comércio dos EUA divulgará o Wholesales inventories, relatório com informações sobre vendas e estoques do setor atacadista, que deve registrar queda de 0,2% em maio, levemente inferior ao recuo de 0,7% contabilizados em abril.Bolsas européias caem; Japão fecha em baixa
Os principais índices acionários europeus operam em baixa nesta quarta-feira, seguindo a trajetória das bolsas norte-americanas. Em Londres, a forte queda dos papéis da petrolífera Shell e da gigante de bens de consumo Unilever pressiona o FTSE 100, já que as ações foram retiradas do S&P 500, pois a Standard&Poor’s decidiu que o índice passará a ser composto apenas por empresas norte-americanas.
Além disso, as bolsas européias são pressionadas pelo fraco desempenho dos papéis de empresas farmacêuticas após a divulgação de um estudo que levantou dúvidas quanto a segurança do tratamento para reposição hormonal.
O
índice CAC 40 da bolsa de Paris registra baixa de 2,74% e atinge 3.714 pontos;
no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt desvaloriza-se 1,09% a 4.322 pontos.
Por outro lado, o FTSE 100 da bolsa de Londres opera estável, atingindo 4.543 pontos.
Na Ásia,
a bolsa de Tóquio encerrou o pregão desta quarta-feira em queda, pressionada por nova valorização do iene frente ao dólar, prejudicando o desempenho de empresas do setor exportador, dentre elas automotivas e de tecnologia. Além disso, o fraco desempenho das bolsas norte-americanas também prejudicou o índice Nikkei, que rompeu o suporte técnico dos 10.800 pontos de sua média móvel de 25 dias.
O índice Nikkei, de Tóquio, apresentou baixa de 1,89% no pregão de hoje e atingiu 10.753 pontos, enquanto
o índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong encerrou o pregão em baixa de 0,51% chegando a 10.788 pontos.
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Nos EUA, o mercado futuro indica abertura em alta das principais
bolsas norte-americanas.
Dólar fecha terça-feira em baixa
O Tesouro ofertará até 500 mil LTNs (Letras do Tesouro Nacional) ou até 500 mil LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) no tradicional leilão semanal de títulos públicos, que será realizado nesta quarta-feira em função do feriado estadual em São Paulo ontem.
Além disso, os investidores aguardam que a intervenção do Banco Central possa ser superior a US$ 50 milhões, já que a autoridade monetária não injetou dólares no mercado nesta terça-feira.
Num dia de poucos negócios em virtude do feriado paulista, a moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 0,31%, cotado a R$ 2,854. Na segunda-feira, o dólar comercial fechou as negociações registrando baixa de 0,56%,
sendo cotado a R$ 2,845 para compra e a R$ 2,847 para venda.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana fechou negociada a R$ 2,850, representando um
ágio de 0,18% em relação ao dólar comercial.
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Mercado aguarda IPCA
Os investidores aguardam a divulgação, nesta quarta-feira, do IPCA, índice de inflação medido pelo IGBE, utilizado pelo governo para balizar as metas de inflação. Além disso, o mercado pode estar mais otimista após a volta do feriado com a recuperação do C-Bond, motivada pelas reuniões de Armínio Fraga com investidores estrangeiros, e pela queda de Lula, já distante dos 40% de preferência, patamar que manteve desde o início do ano.
No entanto, como permaneceu fechada nesta terça-feira, a Bovespa pode ser pressionada para ajustar-se às quedas das bolsas norte-americanas de ontem e pode sofrer movimento de realização de lucros frente à valorização do último pregão.