Correção cambial será prioridade da nova equipe econômica

O futuro ministro da Fazenda, Antônio Palocci, declarou que irá perseguir "incessantemente" câmbio de equilíbrio

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SÃO PAULO – Em discurso de abertura da primeira reunião ministerial do novo governo, o futuro ministro da Fazenda, Antônio Palocci, afirmou que a correção da taxa de câmbio será o ponto principal de ação estratégica da nova equipe econômica.

Para Palocci, o atual governo gerenciou de maneira inadequada a política cambial. Em seu discurso, o futuro ministro frisou que a correção cambial não será feita com a adoção de medidas artificiais, em referência às diretrizes adotadas pelo atual governo em relação a este tópico.

Correção do câmbio é o caminho para a estabilidade

Palocci reiterou o compromisso do novo governo com a estabilidade. Segundo o futuro ministro, a correção cambial cria condições para a correção da conta corrente, possibilitando, assim, controle da inflação e retração da taxa de juros.

Neste sentido, o futuro presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, diz que o intuito da nova equipe econômica não é estabelecer metas para o câmbio, mas sim buscar uma taxa de câmbio ótima que possibilite o equilíbrio das demais variáveis macroeconômicas.

Mercado será o responsável pela correção cambial

Segundo Henrique Meirelles, todas as distorções da taxa de câmbio deverão ser corrigidas pelo mercado no devido tempo.

Em avaliação do discurso de Palocci, o futuro presidente do Banco Central ressaltou que, embora nenhum ponto específico da política macroeconômica do novo governo tenha sido anunciado, o compromisso da equipe é o de fazer uma política bem estruturada e bem equilibrada.

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Com relação aos rumos do Banco Central, Meirelles reforçou que haverá manutenção da atual diretoria pelo menos num primeiro momento, não havendo prazos para as renovações.

Críticas ao governo FHC permeiam discurso de Palocci

O discurso do futuro ministro da Fazenda foi repleto de críticas ao atual governo. Além das críticas à política cambial, pontos como o endividamento e as altas taxas de juros também constaram no discurso de Palocci.

Palocci afirmou que a política macroeconômica do novo governo trilhará um caminho de extrema responsabilidade dos gastos públicos, evitando novos pedidos de empréstimos ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e, nas suas próprias palavras, “não fazendo endividamento novo para cobrir o velho”.

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A questão da redução dos juros está vinculada, segundo o futuro ministro, à política cambial e à austeridade fiscal do governo. Palocci declarou que “o governo do PT não vai baixar a taxa de juros por um ato de vontade”, dependendo, assim, do bom resultado de políticas econômicas e de sua adequada gestão.