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SÃO PAULO – A urna eletrônica é um microcomputador que serve apenas para a votação, constituindo-se por um Microterminal e pelo Terminal do Eleitor. O equipamento funciona ligado à rede de energia elétrica. No entanto, em caso de falta de energia, a urna eletrônica também possui uma bateria interna com capacidade de funcionamento para 12 horas.
Caso a bateria interna não seja suficiente, a urna poderá ainda ser ligada a uma bateria de automóvel, podendo funcionar assim durante todo o dia.
Urna eletrônica é invenção barriga-verde
O grande responsável pelo uso da urna eletrônica foi Carlos Prudêncio, juiz da 5ª Seção Eleitoral do Estado de Santa Catarina, que a experimentou pela primeira vez em Brusque, em 1989.
O mentor intelectual do voto eletrônico implantou o primeiro terminal de votação informatizado auxiliado por seu irmão, Roberto Prudêncio, que fez o modelo do programa utilizado até a atualidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Meia década mais tarde, o ministro Sepúlveda Pertence entrou na batalha pela informatização das eleições. A primeira eleição disputada totalmente informatizada ocorreu em Xaxim em 12 de fevereiro de 1995.
Já nas eleições de 1996, 32,07% dos eleitores brasileiros votaram através da urna eletrônica, número este que subiu para 57,62% em 1998, chegando à totalidade do eleitorado nas eleições de 2000. Em 2002 foi realizada a primeira eleição para presidente da República totalmente eletrônica do Brasil.
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Equipamento foi desenvolvido pelo INPE
A urna eletrônica foi desenvolvida por técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de São José dos Campos, em parceria com técnicos da Aeronáutica e do Ministério do Exército, também em conjunto com o TSE.
A programação foi desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral e sua linguagem é totalmente criptografada (registrada em sinais) de forma a garantir a segurança do sistema.