Japão pode sofrer veto da China para o Conselho de Segurança da ONU

Para o governo chinês, antes de aspirar papel maior no cenário político mundial o Japão precisa refletir sobre o seu passado

Publicidade

SÃO PAULO – No maior golpe recebido pelo Japão contra sua aspiração a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o premier da China disse nesta terça-feira, dia 12 de abril, que antes de querer um maior papel no cenário mundial o Japão precisa encarar de frente e assumir as diversas agressões que praticou durante a Segunda Guerra mundial.

A declaração foi o maior sinal de que a China poderá exercer seu poder de veto contra o Japão. A China é um dos cinco países que possuem uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Durante uma visita oficial à Índia, o premier chinês, Wen Jiabao, disse que apenas um país que respeita e tenha responsabilidade com a história, além de contar com a confiança da população não só da Ásia, mas do mundo como um todo pode ter uma maior responsabilidade na comunidade internacional.

China pode usar poder de veto

A China, Coréia do Sul e outros países asiáticos há algum tempo acusam o Japão de não se desculpar adequadamente por ter invadido e ocupado seus territórios. A rivalidade entre China e Japão tem se agravado diante da disputa dos dois países pela supremacia na Ásia.

Segundo os chineses, as agressões cometidas pelo Japão no século passado ocasionaram um enorme sofrimento na população da China, Ásia e do mundo inteiro, e os japoneses deveriam refletir profundamente sobre isso. A declaração ocorre na mesma semana em que a China foi palco de várias demonstrações anti-Japão, e que culminou com ataques à embaixada japonesa na China.

O governo japonês aspira uma cadeira permanente no Conselho de Segurança pelo seu status de segunda maior economia mundial. Atualmente, os cinco países permanentes são os Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China.