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SÃO PAULO – Superando até mesmo as expectativas dos mais otimistas, o Partido Liberal Democrático (PLD) do primeiro ministro, Junichiro Koizumi, foi o grande vencedor das eleições gerais organizadas neste domingo, dia 11, no Japão.
Convocadas no último dia 8 de agosto, as eleições gerais japonesas foram chamadas pelo primeiro ministro em resposta à derrota no Congresso do seu projeto de privatização dos Correios.
Carta branca
Com a vitória deste domingo, o Partido Liberal Democrático (PLD) passa a controlar 296 das 480 cadeiras que compõe a Câmara Baixa do Japão. O resultado garante ao PLD carta branca para implementar as reformas que prometeu, dentre elas a privatização do sistema de Correios.
Por sua vez, o maior partido de oposição, o PDJ (Partido Democrático do Japão), obteve apenas 113 cadeiras, número bem inferior as 175 obtidas nas eleições de 2003. Já o partido de orientação budista, o Komeito, que compõe a base do PLD obteve 31 cadeiras.
A maior parte dos 480 postos em disputa, cerca de 62% ou 300 assentos, foi obtida por candidatos eleitos diretamente, já o restante foi obtido de forma proporcional com base na divisão do território japonês.
Maior vitória desde 1986
Essa foi a maior vitória do partido desde 1986, quando o PLD se sagrou vitorioso e Yasuhiro Nakasone assumiu como primeiro ministro. Para muitos analistas políticos a vitória de Koizumi é particularmente impressionante se considerarmos que até poucos meses atrás a maioria dos japoneses criticava o seu governo, reclamando, entre outras coisas, do envio de tropas ao Iraque.
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A vitória pode ser atribuída a estratégia do PLD de defender a privatização do sistema de Correios do país. Para Koizumi os eleitores entenderam que a privatização dos Correios é o primeiro passo rumo às reformas estruturais prometidas pelo partido, que devem contribuir para reduzir o endividamento público japonês e liberar recursos para serem investidos em outras áreas da economia.
Outro fator que teria contribuído para a vitória de Koizumi seria a própria postura do primeiro ministro no combate aos opositores da privatização dos Correios. Ao decidir chamar novas eleições, Koizumi teria passado uma imagem de dirigente de pulso que tem controle da situação.