Renovação das concessões de energia é vetor positivo para as ações da Cesp

Corretora acredita que os novos contratos serão divulgados ainda em 2011; privatização também pode impulsionar o papel

Lara Rizério

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SÃO PAULO – Os rumores de que a presidente brasileira Dilma Rouseff anunciará a renovação das concessões de geração, transmissão e distribuição de energia nos próximos trinta dias devem ser vetores positivos  para a Cesp (CESP6), afirmou o Itaú BBA.

“Nós acreditamos que as notícias criem um forte mercado para os ativos CESP6, apesar da falta de informações em relação às renovações, como o preço da energia ligado às concessões de geração de energia a serem vendidas”, afirmam os analistas Marcos Severine, Mariana Coelho e André Rezende em relatório. 

Segundo o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, as renovações dos contratos serão realizadas em 2012. Para a corretora, no entanto, este evento pode ocorrer ainda neste ano.

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A capacidade de geração de energia da Cesp, com concessão a ser expirada até 2015, é de 67% – segundo as estimativas dos analistas. Isso faz com que o valuation da companhia se torne mais sensível às renovações de concessão.

Mercado já incorpora privatização da Cesp
O governo de São Paulo – controlador majoritário da empresa com 36% de participação – já expressou a intenção de privatizar a Cesp pouco tempo após o anúncio das renovações. Segundo o Itaú, o mercado já repercutiria este cenário.

Segundo Severine, Rezende e Mariana, mesmo considerando o pior cenário de preço, que é de R$ 45,00 por MWh (megawatt por hora), ainda há uma forte valorização potencial de 33% nos ativos da companhia em caso de privatização. A avaliação considera a privatização por um preço mínimo de R$ 39,60 por ativo. 

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.