TI: crescimento da economia exige investimento em formação profissional

Mercado de trabalho criará 290 mil vagas até 2009 no Brasil, mas é preciso se preparar bem para ocupá-las

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SÃO PAULO – Com o avanço da economia do País, o mercado de tecnologia da informação irá criar mais de 290 mil empregos no Brasil até 2009. O problema é que são necessários investimentos para formação de mão-de-obra capacitada para preencher estes postos.

“Temos instituições de grande peso no Brasil, formando recursos humanos importantes. Mesmo assim, devemos investir mais em educação e no preparo de um número maior de estudantes para o mercado tecnológico”, disse o vice-presidente do Ciesp, Pierangelo Rossetti.

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Presente no Fórum Inovação Brasil 2008, evento organizado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e realizado no fim do mês passado, o presidente da Microsoft no Brasil, Michel Levy, citou os resultados de uma pesquisa do IDC (Internacional Data Corporation) que mostra que serão gerados 630 mil empregos de TI em toda a América Latina até o próximo ano.

“Desse total, 296,1 mil vagas serão abertas no Brasil“. O número equivale a quase metade (47%) das vagas.

Levy ainda disse que o Brasil é o país mais importante na produção de softwares da América Latina. “Há ainda uma expectativa de que os investimentos em TI dupliquem nos próximos três anos”.

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Para o vice-presidente da Microsoft em Estratégias e Desenvolvimento de Negócios, Dan’I Lewin, o Brasil deve reconhecer e proteger a propriedade intelectual. “A meta não é propagar a tecnologia, e sim sua aplicação. É preciso investir em ferramentas e novos talentos”.

Profissão

Hoje, a área de TI tem vagas sobrando, não somente pelo avanço da economia, mas pela falta de profissionais qualificados para ocupar esses postos.

Para garantir espaço neste mercado, por sua vez, o profissional precisa ter algo além das exigências básicas, ou saber mais do que o “informatiquês”, segundo o diretor da New Age Software S/A, Ricardo Aun.

“Nos últimos anos, a evolução da Tecnologia da Informação, com a competitividade da economia, obrigou o profissional a se tornar especialista, mas não somente em TI. Ele deve entender também do negócio do cliente para poder prestar um melhor atendimento”, afirmou.

Como parte importante no crescimento comercial da empresa, o profissional da área tem que entender as regras do negócio, que são tão importantes como entender as linhas de códigos de tecnologia.