Emoções no trabalho: coach orienta profissionais a lidar com elas!

Nenhuma emoção é permanente. Reconhecer o que se está sentindo é o primeiro passo para modificar um determinado estado

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SÃO PAULO – Quem, quando criança, nunca ouviu que não deveria chorar, porque assim estaria passando vergonha? Homens e mulheres cresceram com a idéia de que mostrar sentimentos é uma fraqueza. “Somos treinados desde cedo a não expressar nossas emoções”, diz Emerson A. Ciociorowski, coach e autor do livro “Executivo, o super-homem solitário”.

A atitude, quando levada para o ambiente corporativo, por sua vez, pode trazer prejuízos. Para se ter uma idéia, de acordo com o escritor, para o perfeito exercício da liderança, é necessário ter 30% de conhecimento técnico e 70% de conhecimento do gerenciamento de relacionamentos e emoções.

“Por isso, é fundamental desenvolvermos nossa inteligência emocional, o que significa desenvolver nossa capacidade de reconhecer emoções, as nossas e as alheias, e saber lidar com elas de maneira apropriada dentro do contexto em que estamos atuando”.

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Nem tão emocional nem tão racional

Se, por um lado, um indivíduo que abusa do sentimentalismo pode mesmo estar mais frágil no ambiente de trabalho, aquele que somente dá espaço à razão terá mais dificuldades em lidar com as pessoas. A vida de um ditador seria mais leve, se ele não desse tanta vazão ao racional. Afinal, se sentiria mais seguro e menos frustrado.

“Chefes autoritários e centralizadores até conseguem resultados. Entretanto, a pergunta que fica é: dados os vários atributos de um líder, que resultados adicionais poderiam ser alcançados se fossem mais flexíveis, ouvissem mais seus colaboradores e os estimulassem a tomar decisões?”, diz Ciociorowski.

A luta pelo controle dos sentimentos

As emoções básicas (medo, amor, raiva, surpresa, alegria e tristeza) surgiram nos mamíferos, sendo fundamentais para o processo de luta e fuga. Nos seres humanos, localizados no sistema límbico, os sentimentos são responsáveis por respostas naturais do processo reprodutivo, da sensação de fome e da reação a agressões.

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“Como o sistema límbico está em constante interação com o córtex cerebral, e a uma grande velocidade, é possível explicar como facilmente perdemos o controle sobre nossas emoções”. Ainda existem as emoções secundárias, que nascem das experiências e da aprendizagem. O único sentimento que não é natural é a culpa.

É necessário levar os sentimentos para o ambiente de trabalho, mas sem que ele tome conta de você. Mas como fazer isso? De acordo com o escritor, é preciso reconhecer as próprias emoções, para poder compreender aquele com quem se relaciona e abrir espaço para discussões.

Lidando com as emoções no trabalho

Veja as dicas que o autor do livro dá para que você lide com a emoção no ambiente empresarial: