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SÃO PAULO – O resultado trimestral da Petrobras (PETR3, PETR4) divulgado na noite de sexta-feira tem trazido repercussões positivas entre os analistas de mercado. Após a equipe de análise do BB Investimentos atribuir um preço-alvo bastante atrativo para as ações da estatal, nesta segunda-feira (29) foi a vez do Bank of America Merrill Lynch rever suas estimativas para a empresa, atribuindo 5 fatores positivos para essa revisão.
Em relatório assinado por Frank McGann e Conrado Vegner, o banco norte-americano afirmou que o lucro melhor do que o esperado apresentado pela Petro não só reduziu a percepção de risco embutido na empresa como também aproximou a companhia do ponto de inflexão de retomada na lucratividade e na produção esperada para ocorrer nos próximos trimestres.
Desta forma, a dupla de analistas do BofA elevou a recomendação das ações da Petrobras de neutra para compra, revisando também o preço-alvo esperado para elas – os papéis ordinários (PETR3) passaram de R$ 22,00 para R$ 27,00, enquanto os ativos preferenciais foram elevados de R$ 22,50 para R$ 27,50.
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Os ADRs (American Depositary Receipts), que são os recibos representativos de ações brasileiros que são negociados na bolsa de Nova York, seguiram a mesma linha e passaram a ter recomendação de compra pelo banco, além de também ter um preço-alvo maior.
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Os 5 motivos para o viés mais otimista do BofA:
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1. Resultados chegaram ao fundo do poço: o lucro de R$ 7,69 bilhões apresentado no 1º trimestre foi uma boa sinalização de que a companhia já chegou ao fundo do poço em seus resultados e deve entrar a partir da 2ª metade do ano em uma nova fase, a de crescimento sustentável, aposta os analistas do banco. “Esperamos que este crescimento se sustente pelo menos até o final desta década”, afirmam McGann e Vegner.
2. Diminuição de incertezas após resultados: embora os números operacionais tenham vindo fraco – como esperado -, o resultado em geral veio acima das expectativas. Para o banco, embora a queda na produção de petróleo tenha ligado um sinal de alerta em relação à eficiência do grupo, o lucro final acima do previsto diminui significativamente os riscos de um “downside” nas estimativas de resultados futuros. “Embora o balanço do 2T13 deve continuar pressionado, esperamos que o mercado se concentre cada vez mais na recuperação que deve ter início no 3T13 e continue nos anos de 2014 e 2015”, afirma a dupla do BofA.
3. Produção mais forte que seus “peers”: o time de análise do banco também estima que a partir de agosto a Petrobras deva se diferenciar de seus principais pares globais no quesito produtividade, devendo apresentar um crescimento mais forte do que eles, depois de 5 anos com produção de óleo e gás praticamente estável. “O crescimento no total de novos campos de produção a serem instalados tanto no pré-sal quanto nos poços convencionais deve deve mais do que compensar os efeitos da paralisação nos campos da Bacia de Campos e os declínios naturais”, projetam os analistas.
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4. Relação “risco-retorno” político parece estar mais favorável: além da melhor expectativa operacional, o BofA também demonstra otimismo com outro fator que sempre tem sido um diferencial negativo para a empresa nos últimos tempos: o risco político. Para McGann e Vegner, a necessidade de fluxo de caixa da Petrobras torna improvável a manutenção nos preços da gasolina e do diesel por parte do governo. “Movimentos como o recente aumento nos preços da gasolina e do diesel, redução de impostos para o setor petroquímico e a expectativa de aumento da mistura de etanol na gasolina devem contribuir para uma expectativa financeira mais favorável”, afirma o banco.
5. Múltiplos baixos: por fim, McGann e Vegner ressaltam que a Petrobras segue negociada com múltiplos bem abaixo da média global do setor, traduzindo-se em uma boa oportunidade diante da possibilidade de reviravolta destacada pelo banco. “Com a companhia entrando nesse período de extenso crescimento, o valuation atual sugere um sólido potencial de valorização, na nossa visão”, concluem os analistas do BofA.