Braskem sobe 14% em 2 dias após anúncio do governo

Analistas veem forte impacto do corte de impostos na geração de caixa da empresa e elevam preço-alvo das ações; JPMorgan recomenda equivalente a compra

(Divulgação/Braskem)
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SÃO PAULO – As ações da Braskem (BRKM5) continuam em movimento de forte valorização iniciado na véspera, quando o governo federal anunciou a redução de tributos para o setor químico nacional, buscando reforçar a indústria. Somente nesta quarta-feira (24), os papéis da companhia disparavam 5,32% às 11h12 (horário de Brasília), a R$ 17,04 – maior patamar desde setembro de 2011. 

Em menos de uma hora de negociação, o volume financeiro movimentado com os ativos também impressionava, atingindo R$ 16,645 milhões – mais da metade do média dos últimos 21 pregões, de R$ 27,229 milhões. Nos últimos dois dias, os papéis acumulam ganhos de 14,06%.

Quais são os impactos da medida
Com a medida, o mercado já vê uma melhora significativa na geração de caixa da companhia, medida pelo Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), e que deve contribuir para um potencial de ganhos de cerca de R$ 2,00 no preço projetado para as ações no final do ano.

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Pelo menos é o que apontam os analistas do JPMorgan, que elevaram o preço-alvo de R$ 17,00 para R$ 19,00 – upside de 17,43% em relação ao fechamento do pregão anterior -, assim como revisaram para cima a recomendação, de neutra para outperform (desempenho acima da média).

No mesmo caminho, o Itaú BBA elevou o preço-alvo, de R$ 18,00 para R$ 19,60 – upside de 21,14% -, mas reiterou recomendação market-perform (desempenho em linha com a média do mercado).

Sem assumir nenhum repasse para a terceira geração, a analista Paula Kovarsky, do Itaú, acredita que o corte de impostos vai contribuir para um acréscimo de R$ 800 milhões no Ebitda da companhia em 2014, ou 18% do projetado anteriormente, de R$ 4,5 bilhões. Para a analista, a empresa irá capturar 80% da redução do imposto já esse ano, considerando que a medida se torne efetiva em 1° de maio; 60% dos benefícios serão sentidos no próximo ano; e apenas 40% em 2015.

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Segundo o JPMorgan, a Braskem é a principal “vencedora” das medidas, já que a redução de impostos deve permitir à companhia alcançar uma margem operacional maior. “Esperamos que o Ebitda aumente em 13% e 21% em 2013 e 2014 em relação às estimativas anteriores, respectivamente”, disseram os analistas.