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SÃO PAULO – O brasileiro já está acostumado a fazer tudo em cima da hora. E não há melhor época para a maratona de compras do que os dias que precedem a maior comemoração do ano: o Natal. Aliado a essa tradição, está o pagamento da última parcela do décimo terceiro, efetuado na última quarta-feira, o que deve incrementar ainda mais as vendas na reta final do feriado.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que 36,5 milhões de brasileiros receberão o benefício. Destes, 11 milhões estão no Estado de São Paulo. Em reais, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) estima que sejam R$ 50 bilhões a mais na economia.
Aumento nas vendas
“A previsão é de aumento de até 10% nas vendas de Natal”, disse ao Diário do Comércio o presidente da União dos Lojistas da 25 de Março (Univinco), Miguel Giorgi Júnior. Segundo ele, a região deve receber 1,5 milhão de pessoas neste final de semana.
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A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) não está tão otimista. De acordo com o economista Emílio Alfieri, o movimento de consumidores nos shoppings e ruas comerciais deve crescer 5% na semana que antecede o Natal.
O montante recolhido em vendas não deve aumentar tanto. “O faturamento não sobe porque os presentes são lembrancinhas”, explicou ao periódico.
Inibidor
Para se ter uma idéia, segundo a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), as vendas natalinas haviam crescido 2% até a última quarta, tomando como base o mesmo período do ano passado.
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O presidente da entidade, Abram Szajman, afirmou que o principal inibidor de um aumento mais representativo é a falta de dinheiro do brasileiro. “Infelizmente, a maioria das pessoas precisa se endividar para comprar. Vendas significativas dependem de renda, empregos e juros menores.”
Pagamento e presentes
A pesquisa da Fecomercio mostra que, ao contrário do Natal de 2005, o pagamento à vista prevalece, respondendo por 41% das operações, seguido pelo cartão de crédito (28%) e parcelamento do cartão (19%).
E os artigos de vestuário e calçados prometem ser os campeões de vendas deste ano. Os itens lideram a lista tanto como opções de presente (43%), quanto em relação ao que os paulistanos querem ganhar (34%).