Imobiliárias, Hypermarcas e Oi continuam em forte alta; Inepar dispara 16%

Petrobras também se destacou no pregão; B2W e Brookfield lideraram os ganhos da bolsa

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SÃO PAULO – Após começar o pregão em queda, o Ibovespa voltou a fechar em alta nesta quinta-feira (18) – sua 4ª alta seguida -, com ganhos de 0,53%, aos 47.656 pontos. A Petrobras (PETR3; PETR4) continua a ser um dos principais motivos para esta alta: valorização de 1,24% das ordinárias e queda de apenas 0,04% para as preferenciais, aos R$ 15,54 e R$ 16,04. 

Os papéis já acumulam ganhos de 6,74% e 4,34% nessa semana. Esse movimento vem após a adesão de uma nova política contábil – que podem impulsionar os lucros da estatal no papel. Com isso, Gabriel Ribeiro, analista da UM Investimentos, acredita que os investidores estejam se posicionando com a esperança de maiores dividendos. 

Isso é bom especialmente para as ações ordinárias, que subiram mais forte desde o anúncio. A expectativa é que a diferença entre dividendos das duas ações seja reduzida com a nova política contábil, com o crescimento dos dividendos para os papéis ordinários. Atualmente, os papéis preferenciais tem pago o dobro de dividendos. 

Hypermarcas e Oi se destacam
Enquanto isso, as ações da Hypermarcas (HYPE3) tiveram ganhos de 3,14%, aos R$ 16,40. Os papéis seguem em forte valorização, com alta de 9,41% nesta semana. “Os efeitos da reestruturação começam a serem sentidos, mostrando resultados melhores”, diz Ribeiro. 

Outra ação que vem se destacando nos pregões desta semana é a Oi (OIBR3; OIBR4), que são tidas como algumas das ações mais depreciadas do mercado – a empresa vale cerca de 60% do patrimônio dela. Os papéis ordinários subiram 5% nesta sesão, para R$ 3,99 e acumulam ganhos de 9,62%, enquanto os preferenciais subiram 5,19%, para R$ 3,65 e acumulam alta de 9,28%. 

B2W continua em alta
Embalada pela alta do mercado, as ações da B2W (BTOW3), que figuraram no negativo durante boa parte da manhã, retomaram para o positivo. Os papéis fecharam com valorização de 6,53%, sendo cotadas a R$ 9,46. Por sua vez, o papel da sua controladora Lojas Americanas (LAME4) registram queda de 0,57%, a R$ 15,75.

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Vale lembrar que nos início do mês os papéis da companhia subiram mais de 30% em meio às expectativas do anúncio das vendas de peças de vestuários e calçados de marcas conhecidas, como Polo Ralph Lauren, Colcci, Levi’s, entre outras. 

Hering retoma perdas
Ainda no setor de varejo, as ações da Hering (HGTX3), que também viraram para o campo positivo por volta das 11h (horário de Brasília), juntamente com o Ibovespa, retomaram as perdas do início do pregão e registram desvalorização de 0,33%, a R$ 30,30. Na véspera, os papéis caíram 5% nos minutos finais do pregão.

O resultado da empresa, divulgado após o fechamento da sessão da véspera, confirmou as projeções do mercado, que já esperam por números fracos, corroborando com as expectativas de desaceleração do consumo no País. A companhia reportou seus números do segundo trimestre de 2013, somando um lucro líquido de R$ 88,840 milhões, alta de 4,3%, enquanto a receita líquida da varejista saltou 13,8%, indo de R$ 382,882 milhões para R$ 435,787 milhões.

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Imobiliárias avançam
Também do lado positivo, as ações das imobiliárias chamam atenção nesta sessão. Os papéis da Brookfield (BISA3), PDG Realty (PDGR3) e Rossi (RSID3) dispararam 7,41%, 4,32% e 3,02%, a R$ 1,74, R$ 1,93 e R$ 2,73. No acumulado da semana, os papéis registram altas de 11,84%, 13,61% e 10,04%. “Várias empresas do setor estão divulgando indicadores que mostram recuperação”, alertam Ribeiro. 

Fora do índice, o destaque ficou com a JHSF (JHSF3) – com alta de 6,36%, aos R$ 5,52. Ainda entre as construtoras, a Rodobens (RDNI3) divulgou sua prévia operacional do segundo trimestre deste ano, somando vendas contratadas no valor de R$ 229 milhões, crescimento de 57% frente ao mesmo período do ano passado. Em reflexo, os papéis da companhia registraram ganhos de 0,34%, a R$ 14,80.

Magazine Luiza quebra sequência de altas e vira para queda
Fora do Ibovespa, as ações da Magazine Luiza (MGLU3) interrompem sua sequência de altas e passaram para o negativo nesta sessão. Os papéis da varejista registraram forte queda de 5,83%, para R$ 5,81, após subirem quase 30% nas últimas seis sessões.

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Na véspera, a presidente da empresa, Luiza Trajano, afirmou que o movimento de vendas de julho está acima do esperado para o mês. “Julho está melhor do que junho. As vendas estão até nos surpreendendo”, afirmou a executiva ao chegar para a reunião do conselho de desenvolvimento econômico e social. 

Inepar dispara mais de 8% após vencer licitação
Já as ações da Inepar (INEP4) dispararam 16,10%, a R$ 1,37. Os papéis refletem o anúncio de que sua controladora indireta da Iesa, uma das participantes do consórcio firmado com a Hyundai Rotem,venceu a concorrência para fornecer trens à CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos no Estado de São Paulo).

Com isso, deverão ser fornecidos 30 trens à CPTM, com oito vagões cada, totalizando 240 carros no valor de R$ 788,199 milhões. 

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