Ibovespa registra leve queda acompanhando EUA; blue chips voltando a pressionar

Petrobras, Vale e bancos têm uma sessão de leves perdas e pressionam o índice para baixo, com o mercado de olho nos EUA, que repercutem fala do Fed e dados desanimadores na Europa

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SÃO PAULO – O Ibovespa registra uma sessão de leve queda nesta sexta-feira, com a Petrobras e os bancos voltando a pesar negativamente sobre o índice. O mercado acompanha os índices futuros norte-americanos, que registram baixa ainda repercutindo as falas do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, de ontem e os dados fracos da economia europeia. Às 10h08 (horário de Brasília), o índice registrava baixa de 0,39%, a 53.295 pontos.

O índice tem uma sessão de maior calmaria,  após uma semana bastante agitada para as blue chips do índice, entre a queda da Petrobras (PETR3;PETR4)com o acordo de cessão onerosa e a recuperação da Vale (VALE3;VALE5) com os preços de minério voltando a se recuperar. Além disso, os bancos também ficaram no radar após os dados do Banco Central projetarem cortes nas projeções de crédito. Nesta sessão, estas blue chips oscilam entre leves ganhos e perdas e contribuem para o dia mais morno do índice. 

A agenda desta sessão é esvaziada nos EUA, contando somente com os dados de confiança do consumidor elaborado pela Universidade de Michigan referente ao mês de junho. O mercado também segue repercutindo as falas de ontem do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, que voltou a mostrar uma postura mais radical sobre a retirada da política de estímulos e sobre o fim do afrouxamento monetário. 

Atualmente, a taxa de juros dos EUA encontra-se entre 0% e 0,25% ao ano e o QE3 (Quantitative Easing 3) está injetando US$ 35 bilhões mensais na economia por meio de compra de títulos. “Com o passar do tempo, entretanto, torna-se mais e mais difícil argumentar que os mercados de crédito permanecem em uma situação de deterioração, e portanto mais difícil de justificar contínuas taxas reais baixas”, diz Bullard. Ele também afirma que o QE3 deverá chegar ao seu final em outubro deste ano.

No cenário corporativo, as revisões de recomendação estão em destaque. O BTG Pactual elevou a recomendação do papel da Marfrig (MRFG3) para compra e as ações são destaque de alta do Ibovespa. Em relatório, a instituição financeira afirmou que as recentes iniciativas da gestão da companhia foram determinantes para a decisão do banco. 


As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 OIBR4 OI PN 2,09 -1,42
 CRUZ3 SOUZA CRUZ ON EJ 23,07 -1,07
 BBSE3 BBSEGURIDADE ON 32,22 -0,98
 RENT3 LOCALIZA ON 36,55 -0,98
 ENBR3 ENERGIAS BR ON 10,69 -0,93

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 MRFG3 MARFRIG ON 5,73 +2,32
 ALLL3 ALL AMER LAT ON 8,45 +1,08
 NATU3 NATURA ON 38,40 +0,79
 HYPE3 HYPERMARCAS ON 19,16 +0,58
 CMIG4 CEMIG PN 17,73 +0,57

Europa: dados econômicos não animam
Já na Europa, atenção para os indicadores econômicos. A confiança na economia da zona do euro caiu inesperadamente em junho em decorrência dos temores de que o conflito no Iraque vá causar a elevação dos preços do petróleo e que qualquer escalada da crise na Ucrânia possa pesar sobre o crescimento da zona do euro.

O índice de confiança na economia da Comissão Europeia (ESI, na sigla em inglês) para os 18 países que compartilham o euro caiu para 102,0, ante 102,6 em maio em números revisados. Economistas haviam previsto um avanço para 103,0.

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Já a economia da França registrou estabilidade no primeiro trimestre deste ano, em comparação com os três últimos meses do ano passado, de acordo com a leitura final publicada pela agência de estatísticas Insee. O número veio em linha com a estimativa anterior, publicada em meados do mês passado. O dado representa uma desaceleração sobre o quarto trimestre, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2%, na mesma base de comparação.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.