Petrobras, Vale e siderúrgicas caem e Ibovespa intensifica perdas

Após forte alta na sessão da véspera, pregão é de correção, com blue chips pressionando, Copom optou por elevar Selic em 0,25 p.p., enquanto Petrobras, Oi e Vale chamam a atenção no cenário corporativo

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SÃO PAULO – Em um dia de noticiário econômico e corporativo bastante agitado, o Ibovespa passou de uma sessão morna para uma sessão de maior queda, guiado por blue chips. Às 10h48 (horário de Brasília), o índice registrava perdas de 0,62%, a 51.389 pontos. Poucos minutos antes da abertura dos EUA, o índice chegou a subir 0,56%, mas logo zerou os ganhos. 

 Entre as ações que são destaque nesta sessão, chama a atenção as elétricas, com destaque para a Eletrobras (ELET3, R$ 7,27, +3,12%; ELET6, R$ 11,64, +1,13%). Além dela, Cemig (CMIG4), CPFL (CPFE3) e Light (LIGT3) registram ganhos. Vale ressaltar que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) alterou o percentual de reajuste tarifário para a CPFL Paulista, empresa do grupo CPFL Energia, com um aumento médio de 4,53% para 4,67%. Além disso, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, divulgou uma nota tentando afastar os riscos de racionamento, destacando que os valores de chuva registrados em março superaram os acumulados em janeiro e fevereiro, mas a situação segue preocupando. 

 Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4), que registravam queda no início da sessão, e depois passaram a operar próximas à estabilidade, logo voltaram a cair mais forte, cerca de 2%. O noticiário corporativo da companhia segue agitado em meio à assembleia da companhia, eleição de conselheiros e novas investigações. Outras blue chips, como Vale (VALE3;VALE5) e siderúrgicas intensificam as perdas 

Por aqui, destaque para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 11% ao ano, conforme esperado pelo mercado. Contudo, o destaque fica para o comunicado após a reunião, que suprimiu o trecho em que a autoridade afirmava estar “dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros” – numa sinalização de que o ciclo de aperto está próximo de se encerrar. Contudo, as imobiliárias registram as maiores perdas do pregão, com destaque para a Cyrela (CYRE3). 

A Oi (OIBR4) também chama a atenção. A fixação do preço por ação na oferta de ações da companhia acontecerá dia 28 de abril, com o fim da coleta das intenções dos investidores no processo de “bookbuilding”. No dia seguinte, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) vai conceder do registro da oferta global. Os papéis serão negociados na BM&FBovespa a partir de 5 de maio, conforme aviso ao mercado publicado hoje. As ações registram uma das maiores perdas da sessão, com baixa de cerca de 1,3%.

Europa e Ásia em rumos opostos
Os principais mercados mundiais seguem em rumos opostos. Os índices asiáticos encerraram a sessão em alta após o governo chinês anunciar novas medidas de estímulos à economia do país. Além disso, investidores seguiram o dia otimistas com o fechamento das bolsas norte-americanas e com dados econômicos dos EUA acima da estimativa do mercado. 

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O Conselho de Estado chinês anunciou que irá aumentar os investimentos em ferrovias e moradia, além de oferecer incentivos fiscais para pequenas empresas. Apesar disso, analistas de mercado esperavam que o governo da China anunciasse maiores medidas de política monetária. 

As ações asiáticas seguiram o fechamento positivo do S&P, benchmark dos EUA,. Dados econômicos da maior potencia mundial, mostraram que as encomendas às fábricas subiram para 1,6%, maior nível desde setembro do ano passado animaram os investidores. Destaque ainda para os dados de emprego, que mostrou que empresas privadas contrataram 191 mil trabalhadores em março. 

Com isso, o Nikkei, benchmark japonês, encerrou o pregão desta quinta-feira com alta de 0,8% a15,07 mil pontos, em sua segunda sessão consecutiva de alta. Já o índice de Shangai Composto foi a exceção do pregão e encerrou em queda de 0,79%, enquanto o Hang Seng fechou com alta de 0,1%.

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Na Europa, o PMI (Índice de Gerentes de Compra) ficou em 53,1 em março, sinalizando um crescimento na zona do euro pelo nono mês consecutivo. Já as vendas no varejo subiram 0,4% em relação ao mês anterior, ficando acima das estimativas do mercado. Os índices animaram as ações no inicio do pregão, mas elas continuam alternando entre ganhos e perdas.

Destaque ainda para o BCE, que deixou sua principal taxa de juros inalterada na mínima histórica de 0,25% nesta quinta-feira, apesar da forte desaceleração da inflação na zona do euro. A decisão de manter as taxas era esperada, embora pequena minoria dos economistas consultados pela Reuters esperasse um corte.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.