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SÃO PAULO – A última sexta-feira (25) marcou mais um passo para as empresas do grupo EBX, de Eike Batista, em meio à expectativa de que a OGX Petróleo (OGXP3), “joia da coroa do grupo”, entre em recuperação judicial dentro de uma semana.
A empresa deverá ser reorganizada, mas os próximos passos não são claros, como destaca matéria do Wall Street Journal do último final de semana, ressaltando que a falência seria a maior da história da América Latina e um marco na ascensão e queda de Eike Batista.
E afirma ainda que este passo é uma reviravolta chocante que se iniciou no ano passado, com a sua decorrada se iniciando em meio aos poucos sucessos em achar pouco petróleo, o que levou à forte queda dos papéis na bolsa de valores brasileira.
A OGX vem tentando chegar a um acordo com os detentores de títulos da empresa, que detêm cerca de US$ 3,6 bilhões em papéis e incluem as grandes gestores BlackRock e Pimco. A empresa e os credores tentaram chegar a um acordo para a reestruturação, mas as conversas não teriam chegado à conclusão nenhuma.
A publicação ressalta a intenção de Eike Batista de se tornar o homem mais rico do mundo e que deu as suas empresas nomes com três siglas e final “X” em cada uma delas para indicar a multiplicação de riquezas.
E conforme destaca um dos entrevistados pelo Wall Street Journal, o diretor e chefe da mesa de operação do Credit Agricole, Marco Aurélio de Sá, destaca que “a crise no grupo de Eike é um sintoma da fragilidade do modelo econômico brasileiro, que tem como base o preço das commodities nos mercados internacionais”.
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OGX contaminou outras empresas do grupo
A OGX foi a peça central no império de Eike, destaca a publicação, registrando o maior IPO (Initial Public Offering) da história, mas se perdendo em meio às tentativas fracassadas de desenvolver campos. Em julho, a OGX revelou que era incapaz de extrair óleo na maior parte deles, desencadeando uma derrocada das ações.
O colapso se espalhou por outras empresas do grupo, uma vez que elas estão bastante interligadas. Os funcionários da empresa têm mantido a esperança que o campo de Tubarão Martelo é um campo economicamente viável, levando assim com que os detentores de títulos injetassem capital a fim de desenvolver o negócio. Em meio às discussões, outras empresas com dívidas, como a OSX Brasil (OSXB3), também seriam atingidas.
“É trágico para os titulares dos títulos e para ele como pessoa “, disse Greg Lesko , que administra cerca de US $ 800 milhões nas Deltec Asset Management e já teve títulos da OGX. “Não há nada Eike pode fazer neste momento para tornar a empresa o que ele queria que fosse . O óleo simplesmente não estava lá. ”
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A ruína do empresário, destaca o WSJ, também revela uma mancha na estratégia brasileira de apoiar grandes empresários que poderiam projetar o crescimento econômico brasileiro. O empresário angariou empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), banco de fomento nacional.
Conforme ressalta a publicação, o processo de falência pode ser observado de perto como um precedente de como a nova lei brasileira – com menos de dez anos de existência – funcionará em grandes casos no País. Para a OGX, as vantagens de um processo de falência são de ” fornecer algum espaço de tempo para a empresa se reorganizar “, disse Sergio Bermudes , um dos advogados de Eike Batista, em entrevista para o WSJ na última quinta-feira.
Por outro lado, a possível desvantagem é que o juiz pode rejeitar o plano e a ordem de liquidação, uma vez que as leis brasileiras dão preferência por manter o negócio aberto. Planos inadequados podem obter aprovação.