Entre alta de exportadoras e queda de telecons, Ibovespa opera volátil

Temores sobre dívida norte-americana ainda pairam sobre os mercados; dólar volta a subir forte e chega a R$ 2,22

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SÃO PAULO – O Ibovespa apresenta volatilidade na primeira hora de negociações desta quarta-feira (25), oscilando entre os campos positivo e negativo nesta sessão. A continuação das discussões sobre o impasse da dívida norte-americana e a confusão sobre as perspectivas de política monetária do Federal Reserve colaboram para o movimento lateral dos mercados nos últimos dias. Às 10h44 (horário de Brasília), o principal índice de ações da bolsa brasileira operava com queda de 0,45%, a 54.185 pontos, após chegar a subir mais de 0,3% minutos antes.

As empresas de telecomunicação pressionam o índice, com Tim (TIMP3, R$ 10,60, -4,33%), Oi (OIBR3, R$ 5,20, -3,70%; OIBR4, R$ 4,89, -5,05%) e Telefônica Brasil (VIVT4, R$ 50,41, -2,12%) liderando as perdas do Ibovespa. O setor tem ganhado maior atenção nos últimos dias após a notícia sobre a possível compra de ativos da Telecom Itália (controladora da Tim) pela espanhola Telefónica (que possui a Vivo no Brasil) – as ações da Tim subiram 9,6% na véspera com o anúncio.

Por outro lado, a Brookfield (BISA3, R$ 1,67, +1,21%)  apresenta boa valorização, após anunciar a venda dos 20% que a incorporadora ainda possuía dos edifícios Torre Sigma e do Mall do Alpha Sigma Towers. As ações de companhias exportadoras também operam no azul e ajudam a anular parte das perdas provocadas pelas telecons, embaladas pelo dólar, que apresenta alta de 0,76% nesta manhã, cotado a R$ 2,22.

Agenda do Brasil e dos EUA
Por aqui, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) acelerou alta para 0,20% na 3ª quadrissemana de setembro, ante alta de 0,16% no período anterior. Segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), os preços de habitação pressionaram o índice, com alta de 0,38%, ante recuo de 0,31% dos preços de alimentação.

Nos EUA, os pedidos feitos à indústria em agosto subiram 0,1%, enquanto o mercado esperava avanço de 0,5%, após queda de 8,1% no mês anterior. Apesar de não atingir o esperado, o aumento Já as vendas de novas casas no mesmo período serão divulgadas às 11h, com expectativa de aumento para 415 mil, ante 394 mil em julho.

Crise de dívida e Alemanha em foco
O teto da dívida dos EUA está em US$ 16,7 trilhões, e a dívida cresce a cada mês, correndo o risco de o governo ficar sem dinheiro em meados de outubro, segundo o Tesouro. O país corre o risco de ter serviços considerados não-essenciais do governo fechados para conter gastos, caso um aumento no teto da dívida não seja feito até o final de setembro. Nesta quarta-feira, o Congresso votará uma medida paliativa para alimentar o governo enquanto discute mais profundamente a questão.

Enquanto as discussões seguem nos EUA, a agência de classificação de risco Moody’s alertou que caso o problema não seja resolvido, pode rebaixar o rating do país, o que causaria mais um momento de pânico nos mercados. Na noite desta quarta-feira o Congresso votará uma resolução paliativa para manter o governo enquanto o tema é discutido.

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Os índices acionários europeus também sofrem com a questão norte-americana, apesar de a confiança do consumidor alemão subir para 7,1 em outubro, atingindo seu maior nível em seis anos, após registrar 7,0 em agosto. Ainda por lá, o partido conservador de Angela Merkel, re-eleito no último domingo (22), confirmou que buscará uma grande coalizão com seu rival, o Social Democratic Party.