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SÃO PAULO – Após um início bastante volátil, o Ibovespa ganhou forças durante a tarde e fechou com alta de 1,56%, aos 52.197 pontos. O destaque da sessão ficou com a alta de imobiliárias e bancos e queda das empresas voltadas para exportação, todas influenciadas pelo anúncio, na véspera, do novo plano do Banco Central para tentar conter a valorização do dólar.
Entre as imobiliárias que chamaram atenção estão a Gafisa (GFSA3, R$ 3,00, +8,39%), Rossi Residencial (RSID3, R$ 3,10, +9,49%), PDG Realty (PDGR3, R$ 2,43, +8,00%) e Brookfield (BISA3, R$ 1,88, +6,21%), que fecharam com as maiores altas do índice. Além disso, o setor de consumo também foi bastante favorecido, destaque para a B2W (BTOW3, R$ 13,51, +7,22%), Hering (HGTX3, R$ 31,90, +5,28%) e Hypermarcas (HYPE3, R$ 16,68, +3,35%).
Para o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, este movimento de alta decorre das perspectivas por um menor aumento de juros, em meio à atuação do Banco Central para conter a alta do dólar. Com a menor desvalorização do dólar, a expectativa é de que haja uma menor pressão sobre a inflação, diminuindo assim as projeções sobre a alta dos juros. “Isso beneficia as imobiliárias e o setor de consumo, uma vez que o crédito e as taxas de juros mais baixas aumentam as perspectivas de venda e impulsionam os setores”, afirma o analista.
Também sob efeito das medidas do governo, os bancos também fecharam com fortes ganhos, destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 29,41, +3,41%), Itaúsa (ITSA4, R$ 8,48, +3,41%) e Bradesco (BBDC3, R$ 31,60, +2,93%; BBDC4, R$ 28,05, +2,00%). Enquanto isso, a BM&FBovespa (BVMF3, R$ 11,97, +5,00%) registrou fortes ganhos, recuperando-se das fortes perdas registradas na véspera.
Exportadoras caem mais 3%
Se por um lado, as medidas do BC favoreceram as imobiliárias e bancos, as exportadoras brasileiras – que têm registrado forte valorização com a disparada do dólar – acabam prejudicadas pelo plano da autoridade monetária. Os papéis do setor de papel e celulose lideraram as perdas do índice, com Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5) registrando desvalorizações de 2,97% e 1,99%, respectivamente, cotados a R$ 28,10 e R$ 8,87. Vale destacar também o desempenho dos papéis da Embraer (EMBR3), com queda de 1,78%, a R$ 19,81.
Isso ocorre pois a maior parte da receita dessas empresas estão atreladas à moeda norte-americana. No caso da Fibria, as receitas em dólar representam mais de 90% do total, enquanto para Suzano o dólar foi responsável por mais de 51% da sua receita total em 2012. A Embraer também vê 90% de sua receita atrelada à moeda.
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Desde o fim de maio até o fechamento da véspera, o dólar acumulava valorização de 18,23%, indo para R$ 2,43 – um dia após atingir a maior cotação desde 9 de dezembro de 2008. No mesmo período, os papéis dessas empresas subiram 25,64%, 17,53% e 6,38%, nesta ordem. Nesta sexta, após o anúncio do BC, a divisa norte-americana recuou 3,23%, a R$ 2,3534.
O setor siderúrgico foi outro que sofreu, já que também tem forte exposição à moeda, com destaque para os papéis da CSN (CSNA3, -2,54%, R$ 8,81), Gerdau (GGBR4, -2,26%, R$ 17,31) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, -1,72%, R$ 21,18) registrando fortes perdas.
Empresas “X” seguem em alta e OGX sobe 5,2%
Por outro lado oposto, os papéis da OGX Petróleo (OGXP3) subiram 5,19%, cotados a R$ 0,81. Assim como ao longo de toda a semana, em meio aos rumores de venda de mais ativos, o noticiário segue agitado para o grupo EBX, de Eike Batista. O mercado reflete a possibilidade do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ajudar a financiar a conclusão das obras dos projetos do grupo EBX após as companhias terem sido vendidas, de acordo com o jornal “Folha de S. Paulo”.
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Ainda no Ibovespa, os ativos da MMX Mineração (MMXM3), registraram alta de 4,91%, cotados a R$ 2,35, enquanto a LLX Logística (LLXL3), subiu 5,63%, para R$ 1,69. Fora do índice o desempenho não foi o mesmo: CCX (CCXC3, R$ 1,45, 0,00%), OSX Brasil (OSXB3, R$ 1,22, -3,17%) e MPX Energia (MPXE3, R$ 4,95, -3,32%) encerraram o dia com queda.