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SÃO PAULO – O Ibovespa caminha para registrar seu terceiro pregão consecutivo em queda nesta terça-feira (2), quando opera com variação negativa de 0,76%, a 46.871 pontos, segundo cotação das 10h25 (horário de Brasília). A queda na produção industrial brasileira ajuda a colocar as siderúrgicas entre as maiores quedas do índice. Os papéis do Grupo EBX, de Eike Batista, também figuram entre as maiores perdas do dia.
Uma das empresas “X” que volta a cair é a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,54, -3,57%). Na véspera, os papéis da petrolífera de Eike Batista despencaram 29,11% após o anúncio de que ela deve desistir de 3 campos. Nesta sessão, repercute o corte de preço-alvo anunciado pelo Bank of America Merrill Lynch, de R$ 1,00 para R$ 0,10. Os analistas do banco ainda sugerem dois caminhos para OGX: ou a venda ou a liquidação total da empresa.
Ainda entre as mairoes quedas do Ibovespa, aparece a MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,28, -3,76%), também de Eike Batista, e as siderúrgicas Usiminas (USIM3, R$ 7,62, -2,06%; USIM5, R$ 7,31, -1,88%) e CSN (CSNA3, R$ 5,97, -1,32%), que sofrem com o resultado ruim da indústria brasileira – a produção industrial do País que recuou 2,0% entre abril e maio, ante expectativa de queda de 1,1%.
Entre as maiores altas, os ganhos são modestos, com apenas 4 das 71 ações do Ibovespa mostrando valorização de mais de 1% neste momento. É o caso das elétricas Copel (CPLE6, R$ 28,09, +1,19%) e Light (LIGT3, R$ 15,57, +0,97%), da companhia de telefonia Oi (OIBR4, R$ 3,70, +1,09%) – que caiu quase 7% na véspera – e da empresa de logística de Eike Batista, a LLX (LLXL3, R$ 0,90, +1,12%).
EUA: indicadores e discursos
Nos EUA, a agenda conta com o Factory Orders de maio, que mede o volume de pedidos, feitos à indústria como um todo, de bens duráveis e bens não duráveis. Mas as atenções devem ficar com novos discursos dos membros do Federal Reserve, William Dudley e Jerome Powell, que já haviam discursado ao mercado com um tom favorável à manutenção do programa de estímulos norte-americano na semana passada.
Na ocasião, Dudley afirmou que o Fed pode não só continuar com o programa bilionário de compra de títulos, mas até aumentar os estímulos caso o mercado não apresente melhora consistente. Já Powell disse que a reação do mercado ao anúncio de possível retirada dos estímulos foi exagerada e que a alta que o mercado espera nas taxas de juros em 2014 implicam em uma performance econômica mais forte do que estimado.
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Referências internacionais
Na Ásia, o dia foi predominantemente positivo, repercutindo os PMIs divulgados na véspera e também a sinalização do banco central australiano de que manterá um viés acomodativo para a política monetária do país, fazendo a bolsa local subir 2,6%. No embalo das notícias australianas, o índice Nikkei, de Tóquio, fechou com alta de 1,78%. A noite, o destaque fica com os dados do setor de serviços chinês, com dois PMIs (Purchasing Manager’s Index) que serão divulgados a noite.
Já na Europa, o dia mostra-se mais instável, sobretudo por conta das tensões políticas na Itália e em Portugal – onde o ministro das finanças renunciou na véspera. Além disso, a Troika – grupo formado por Comissão europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu) – deu um ultimato de três dias à Grécia para mostrar aos credores que tem avançado nas reformas propostas, caso contrário o grupo pode não dar mais uma parcela do resgate de € 8,1 bilhões, segundo reportagem da Reuters.
Fechando as referências do velho continente, a taxa de desemprego na Espanha caiu pelo quarto mês seguido em junho, com baixa de 2,6% em relação ao mês anterior.