Grupo “X” acentua perdas; elétricas estendem ganhos; Gerdau sobe mais de 4%

Após iniciar pregão no positivo, ações das empresas de Eike Batista perdem força e operam no vermelho; Light e Cemig sobem pela terceira sessão consecutiva

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SÃO PAULO – O clima nos mercados acionários mundiais melhorou bastante em comparação com o início da semana, quando o governo chinês assustou os investidores, em meio às preocupações com o setor bancário do país. Com a diminuição dos temores com a China e também com o mercado assimilando dados norte-americanos, o Ibovespa registra alta pela terceira sessão consecutiva. Às 14h42 (horário de Brasília), o índice avançava 1,35%, a 47.808 pontos. 

As ações do setor elétrico voltam a figurar entre os maiores ganhos desta sessão, puxadas pelas Light (LIGT3), que sobem 4,40%, sendo cotadas a R$ 15,67. Na sequência, aparecem os papéis da Cemig (CMIG4), que registram valorização de 3,42%, a R$ 19,65. Essa é a terceira sessão consecutiva de ganhos das ações das duas empresas, que acumulam no período altas de 7,55% e 6,11%, respectivamente.

Ainda no setor, outras ações que também registram altas nesta sessão vêm de fortes ganhos nesta semana, como é o caso de Tractebel (TBLE3, +2,68%, R$ 34,07), CPFL Energia (CPFE3, +2,15%, R$ 20,44), AES Tietê (GETI4, +2,15%, R$ 20,87) e Copel (CPLE6, +2,64%, R$ 27,99). 

Empresas “X” viram e passam para campo negativo
Após fortes ganhos nos minutos inicias de negociação, as ações das empresas do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, perderam força e passaram para o campo negativo. Nem mesmo as expectativas de venda de parcial ou integral das companhias foram suficientes para sustentarem o otimismo, o que levaram os papéis da LLX Logística (LLXL3) e OGX Petróleo (OGXP3) a lideraram as perdas do Ibovespa. 

Com isso, as ações das companhias registram desvalorizações de 4,80% e 4,30%, respectivamente, a R$ 1,19 e R$ 0,89. Nesta manhã, entretanto, os papéis atingiram ganhos máximos de 8,80% e 6,45%, nesta ordem.

Na esteira, aparecem os papéis da MMX Mineração (MMXM3), OSX Brasil (OSXB3) e CCX Carvão (CCXC3), que registram perdas de 2,40%, 6,33% e 1,82%, respectivamente, a R$ 1,63, R$ 1,48 e R$ 1,08.

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Nesta sessão, reflete a confirmação da MMX de que mantém discussões com diversos participantes de mercado, incluindo potenciais interessados na compra da mineradora citados na notícia do Valor da última segunda-feira, a Glencore Xstrata e a Trafigura, empresas estas que seriam potenciais compradoras dos ativos da companhia.

Na véspera, a Agência Estado informou que Eike Batista deve continuar a venda de seus ativos no Grupo EBX mesmo após a reestruturação da dívida das companhias, prevista para sair do papel até a segunda quinzena de julho. A agência diz que, além de participação em suas principais companhias, Eike planeja também vender as empresas de carvão CCX e de ouro AUX, que não constam na dívida a ser reestruturada por estarem longe de serem operacionais. 

Fibria cai pelo 4° dia
As ações da Fibria (FIBR3), que apresentaram forte alta nas primeiras semanas de junho impulsionadas pelo recente rali do dólar, dão continuidade ao quarto pregão no negativo, período no qual acumulam perdas de 6,30%. Somente neste pregão, os papéis da empresa do setor de papel e celulose registra desvalorização de 1,0%, a R$ 23,83.

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Gerdau dispara 4% após Goldman recomendar compra
Já as ações da Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) registram valorizações de 4,22% e 4,37%, respectivamente, sendo cotadas a R$ 12,52 e R$ 15,76 – próximas aos maiores patamares do dia. 

Segundo divulgado pela Bloomberg, o Goldman Sachs elevou a recomendação dos papéis da Gerdau de neutra para compra. De acordo com o relatório, o qual o InfoMoney não teve acesso, o recente desempenho fraco das ações da empresa “comprimiu significativamente os múltiplos, criando em nossa opinião um bom ponto de entrada em uma das melhores ideias de investimento entre as ações de recursos naturais da América Latina e uma das mais lucrativas empresas de aço em todo o mundo”.

O preço-alvo em 12 meses é de R$ 17,80 para as ações e US$ 8,00 para os ADRs (American Depositary Receipts). O banco ainda incluiu a Gerdau na LatAm Focus List, além de ter elevado o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em média em 8% entre 2013 e 2015, por conta do cenário de real fraco frente ao dólar.