Publicidade
LISBOA – O enfraquecimento do real, que acumula desvalorização de 14 por cento contra o euro nas últimas cinco semanas, é negativo para as produtoras portuguesas de celulose e papel ao interromper a alta dos preços de venda, afirmaram analistas do banco português nesta sexta-feira (21).
“A depreciação do real é uma notícia negativa para as companhias ibéricas do setor – Altri e Ence -, já que deverá limitar a tendência alta dos preços dos últimos 12 meses”, disseram os analistas em relatório.
O BPI afirmou que “os fabricantes brasileiros são exportadores de celulose – Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5) exportam, respectivamente, 90 e 78 por cento de suas vendas – e a depreciação do real cria uma melhor posição competitiva para estes fabricantes, permitindo-lhes considerar preços mais baixos”.
“A alta de 30 dólares por tonelada do preço da pasta branqueada de eucalipto recentemente anunciada – para 850 dólares por tonelada – tem tido dificuldade em passar para os clientes finais e acreditamos que isso se deve sobretudo ao enfraquecimento do real”, disseram os analistas.