Abilio define meta de 100 dias para BRF; 4 empresas divulgam resultados

Entre os destaques, Fibria vê receita líquida crescer 14% no primeiro trimestre, enquanto lucro da Iguatemi avança 47% entre janeiro e março

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SÃO PAULO – O noticiário coporativo desta terça-feira (23) ganha forças com a temporada de resultados trimestrais, com quatro empresas divulgando seus balanços entre a noite anterior e esta manhã.

A Fibria (FIBR3) viu sua receita líquida crescer 14% no primeiro trimestre, para R$ 1,449 bilhão, enquanto reverteu prejuízo de R$ 10 milhões nos primeiros meses de 2012 para lucro líquido de R$ 24 milhões. 

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 565 milhões, crescimento de 50%. A margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) encerrou o trimestre em 39%, avanço de 9 pontos percentuais. 

Lucro da Iguatemi cresce 47% no 1° tri
A Iguatemi (IGTA3) registrou lucro líquido de R$ 47,3 milhões no primeiro trimestre de 2013, alta de 47% sobre o mesmo período do ano passado, conforme demonstração de resultados consolidada divulgada há pouco. 

No primeiro trimestre, a receita líquida foi de R$ 92,817 milhões, ante R$ 89,299 milhões no mesmo período de 2012, alta de 3,9%. As receitas operacionais totalizaram R$ 2,929 milhões, frente a despesas operacionais de R$ 14,305 milhões no mesmo período de 2012. 

Hering lucra R$ 69,4 milhões no trimestre
A Hering (HGTX3) registrou lucro líquido de R$ 69,4 milhões no primeiro trimestre de 2013, mostrou a companhia na noite da última segunda-feira (22). Esse número é 1,2% menor do que o visto no mesmo trimestre do ano anterior, quando somou R$ 70,2 milhões.

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Por outro lado, a companhia registrou um aumento de 16,2% da receita líquida em igual período, passando de R$ 326,6 milhões para R$ 379,65 milhões. A companhia registrou receita bruta de R$ 454,35 milhões no trimestre, crescimento de 16%, indicando que a margem líquida recuou de 21,5% para 18,3%.

Duratex vê lucro de R$ 149 mi
Com faturamento em alta e ganhos de rentabilidade, a Duratex (DTEX3) encerrou o primeiro trimestre com lucro de R$ 149 milhões, 73% superior de um ano antes. As receitas avançaram 18%, para R$ 869,5 milhões.

A receita líquida da divisão Madeira cresceu 18,5% no primeiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado, para R$ 554,112 milhões. A expansão resultou da maior base de preços e melhor mix de produtos no período.

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Na divisão Deca, de louças e metais sanitários, o crescimento da receita líquida, no trimestre, foi de 16,8%, para R$ 315,419 milhões. Para o aumento da receita, contribuíram também preços mais elevados e melhora do mix. 

Abilio define meta de 100 dias para BRF
O empresário Abilio Diniz, que preside o conselho de administração da BRF (BRFS3) há duas semana, estabeleceu um prazo de 100 dias para desenhar sua estratégia para a companhia, que é resultado da fusão entre Sadia e Perdigão. 

Abilio tem dito a interlocutores que “pode chegar a conclusão de que não há nada a ser alterado”, mas o objetivo é “revisitar” a estrutura da BRF. Em sua primeira coletiva de imprensa como presidente do conselho ele disse que sua maior contribuição à BRF será na gestão. 

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Imprensa argentina diz que Embraer teria confirmado propina
A Embraer (EMBR3) voltou a aparecer na imprensa argentina como um dos inúmeros casos de operações suspeitas no país. Segundo um artigo do colunista do jornal La Nación Joaquín Morales Sola, a companhia teria confirmado à SEC, órgão regulador do mercado norte-americano, que pagou propina em três países, sendo um deles a Argentina. 

A assessoria de imprensa da Embraer, contudo, disse ao serviço em tempo real da Agência Estado que “refuta categoricamente as acusações sobre qualquer irregularidade no processo de venda de aviões à Austral Líneas Aéreas”. A questão envolve a venda, em maio de 2009, de 20 aeronaves E-190 para a reestatizada Aerolíneas Argentinas e Austral, por US$ 698 milhões. 

Marfrig admite possível venda de ativos
Após as fortes quedas e com elevado endividamento, a Marfrig (MRFG3) admite que terá que se desfazer de ativos ou vender participação em divisão ainda neste ano para reduzir sua alavancagem financeira, informou o Valor.

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Segundo aponta a publicação, a empresa poderia vender até mesmo um dos seus investimentos mais importantes: a Seara Brasil. Em entrevista ao jornal, o CEO (Chief Executive Officer) da Seara Foods e futuro CEO da Marfrig, Sérgio Rial, admitiu essa possibilidade, mas afirmou que não é a única opção. Além da venda de ativos, um IPO (Initial Public Offering) continua a ser um caminho. 

A equipe de análise da XP Investimentos classifica a indicação de venda de ativos por parte da Marfrig como algo positivo, dado que atualmente a empresa se mostra um case de crédito. Os elevados endividamento e alacanvagem da companhia são consequência de uma estratégia agressiva da empresa que, apenas depois de seu IPO em 2007, adquiriu 18 empresas. “Digerir todas essas aquisições se mostrou uma tarefa difícil, que se agravou depois que a companhia recebeu 10 unidades da BRF, numa operação de troca e compra de ativos”, disse.

Vendas contratadas da Helbor cai 1,9% no trimestre
A Helbor reportou na noite de ontem sua prévia operacional do primeiro trimestre. O VGV (Valor Geral de Vendas) total lançado pela companhia no período atingiu R$ 318,1 milhões, crescimento de 87,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

As vendas contratadas gerais nos primeiros três meses somaram R$ 282,2 milhões, crescimento de 1,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2012. Já a velocidade de vendas medida pelo indicador VSO atingiu 15,2% no período, impactadada principalmente pelo lançamento de dois empreendimentos de alto padrão na cidade de São Paulo, que possuem uma velocidade de vendas naturalmente menor, e pelo lançamento dos empreendimentos Helbor Dual Offices & Corporates, em Joinville, e Hlenbor My Way Abolição, em Fortaleza, que ocorreram no final do trimestre.

CPFL e Equatorial negociam dívida do Grupo Rede
O consórcio formado pela CPFL Energia (CPFE3) e Equatorial (EQTL3) negocia para que a Caixa Econômica Federal e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) transformem as suas dívidas no Grupo Rede em participação acionária na empresa.

Segundo informou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a conversão da dívida em participação acionária consta no plano de recuperação judicial do Grupo Rede. Essa é uma das opções ofertadas pelo consórcio para saldar os passivos com os credores com garantia real, que são justamente o BNDES e o Caixa, credora nesse processo por meio do FI-FGTS. A dívida com garantia real totaliza R$ 839 milhões, dos quais R$ 712,51 milhões relativos ao passivo com a Caixa e R$ 126,34 milhões com o BNDES, de acordo com o laudo econômico-financeiro do Grupo Rede. 

Cenário favorável para São Martinho, Cosan e Tereos
Na tentativa de resgatar a competitividade do etanol, diminuir a importação da gasolina e baixar os preços das bombas, o governo federal vai reduzir a carga tributária e o prazo de compensação de crédito para o setor sucroalcooleiro. 

Segundo a equipe de análise da XP,  a notícia já era especulada há algum tempo, mas sem dúvida tende a ser positiva para as empresas do setor. As que serão mais diretamente beneficiadas são: São Martinho, Cosan e Tereos, nessa ordem. 

Ainda assim, a corretora aponta que outras medidas ainda são aguardadas pelo mercado, tais como: linhas de financiamentos especiais, investimentos em infraestrutura de escoamento, além de uma política consistente para o etanol que fomente o investimento em armazenagem. 

Dufry conclui compra de participação no grupo Folli Follie
A operadora de lojas duty free Dufry (DAGB11) divulgou nesta terça-feira que concluiu transação para adquirir 51 por cento do negócio de varejo de viagem do grupo grego Folli Follie, por 200,5 milhões de euros.

“Também como parte do fechamento, o negócio adquirido assumiu uma nova linha de crédito de 335 milhões de euros com um sindicato de bancos locais”, informou a companhia em comunicado.

A linha de crédito tem prazo para amortização de cinco anos e foi estruturada como um financiamento sem garantias dos controladores, “sendo garantido somente pela totalidade das ações do negócio adquirido”, acrescentou.