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SÃO PAULO – Seguindo o movimento da véspera, o Ibovespa fechou essa quarta-feira (10) com alta de 0,49%, aos 56.186 pontos. A alta, no entanto, chegou a ser mais forte no pregão – na máxima do dia, o benchmark da bolsa brasileira subiu 1,90% -, mas ela perdeu forças principalmente com a forte queda das ações da Vale (VALE3, -3,29%, R$ 35,00; VALE5, -3,46%, R$ 32,90).
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Entre os destaques corporativos, chamou atenção as ações do Grupo EBX, que ganharam força nesta sessão, um dia após a presidente da Petrobras (PETR3; PETR4) confirmar que a estatal estuda parceria com as empresas de Eike Batista. A ideia é que a Petrobras utilize o Porto de Açu como apoio logístico aos campos de petróleo na Bacia de Campos.
Entre os maiores ganhos do Ibovespa ficaram os papéis da LLX Logística (LLXL3), que avançaram 9,71%, para R$ 2,26, seguindo o movimento da véspera, e a MMX Mineração (MMXM3), que subiu 2,49%, fechando a R$ 2,06.
Fora do índice, as ações da OSX Brasil (OSXB3) subiram 19,31%, cotadas a R$ 4,14 – na máxima do dia, atingiram ganhos de 20,17%, a R$ 4,17. Esse é o primeiro dia positivo da OSX na bolsa após quatro pregões consecutivos de queda.
OGX vai na contramão e cai forte
Já os ativos da OGX Petróleo (OGXP3) voltaram a amargar duras perdas. Após chegarem a subir 5,45% nesta manhã, a R$ 1,74, os papéis da petrolífera terminaram o dia com queda de 5,45%, a R$ 1,56.
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A petrolífera comunicou na última terça que descobriu indícios de hidrocarbonetos em duas áreas: uma na Bacia do Maranhão, onde a empresa já realizou muitas descobertas e já faz a produção de gás; e outra de petróleo no mar, em águas rasas na Bacia de Campos, mesmo lugar onde já tinha feito descoberta em janeiro.
Mesmo que a notícia seja inicialmente positiva, a equipe de análise da Planner Corretora comentou que a grande preocupação no momento é a vazão do terceiro poço no Campo de Tubarão Azul. Ele iniciou sua operação em janeiro e ainda não teve a sua produção estabilizada. Esperava-se que o volume produzido fosse semelhante ao dos dois outros poços no mesmo campo, de 5 mil barris ao dia: entretanto, a estimativa da corretora é de que a sua produção esteja próxima de 1,6 mil barris por dia.
MRV volta a subir forte
Além das duas companhias de Eike Batista, a MRV Engenharia (MRVE3) também ficou entre as maiores altas do índice nesta sessão, avançando 7,59%, aos R$ 9,78. Os papéis da empresa avançaram cinco vezes nos últimos seis pregões e acumulam alta de 12% neste período.
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Fibria cai forte após sequência de altas
Por outro lado, o setor de celulose não teve um dia muito bom. Após duas sessões de alta – com a empresa anunciando aumento nos preços da celulose em US$ 30,00 a partir de maio -, os papéis da Suzano (SUZB5) tiveram queda de 1,13%, fechando a R$ 7,90 nesta quarta.
A Fibria (FIBR3) caiu com maior intensidade nesta sessão. Após acumular ganhos nas últimas cinco sessões, os papéis da companhia fecharam esta quarta com queda de 4,52%, a R$ 23,88, sendo que na última semana, a companhia também anunciou aumento dos preços da commodity. Nos últimos onze pregões, as duas companhias acumularam alta de 13%.
De acordo com a LCA, os preços do insulmo devem continuar subindo durante 2013 e encerrar o ano aos US$ 783 por tonelada, o que representa uma alta de 4,2% em relação ao preço de 2012. Mesmo assim, o Citi segue cauteloso com as empresas do setor de celulose.
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O banco explica que, após análise dos últimos 20 anos de desempenho dos papéis, entende que quando o insulmo tende a um valor acima de US$ 800 por tonelada, o retorno é negativo, com as ações das duas empresas apresentando, em média, uma queda de 20%.