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SÃO PAULO – O Ibovespa voltou a subir nesta quinta-feira (17), terminando o dia com alta de 0,66%, aos 62.194 pontos. A Marfrig (MRFG3) liderou os ganhos na sessão, com alta de7,11%, aos R$ 9,64, enquanto a OGX Petróleo (OGXP3) ficou na ponta negativa, ao registrar perdas de 4,04%, terminando o dia aos R$ 4,99.
A queda da petrolífera de Eike Batista alerta alguns investidores, que podem acreditar que o bom momento acabou. Para Luis Eduardo Borges, analista técnico da Strategic Invest, isso está errado – e segue recomendando os papéis da empresa. “A empresa segue em um padrão de tendência de alta, com fundos e topos ascendentes”, diz o grafista, que vem recomendando a ação desde o dia 3 de janeiro.
Para ele, depois dessa queda deve surgir uma oportunidade, com o investidor aproveitando para comprar OGXP3 caso ela se segure no patamar dos R$ 4,92 – e uma eventual recuperação mostre a força na alta que a empresa tem tido. “Eu sigo indicando esse papel para compra, até que um sinal de reversão apareça”, avalia.
A ação, porém, vê notícias nada positivas circularem no mercado. Além das 30 demissões na segunda-feira, a empresa começou a ser acompanhada pela equipe de analistas do banco Credit Suisse, que acredita que as ações deverão apresentar baixa valorização em 2013: no cenário mais otimista, devem buscar apenas os R$ 7,60, enquanto que no cenário pessimista elas podem recuar até os R$ 3,90.
LLX: multa não tira confiança do mercado e se recupera
Outra empresa do Grupo EBX a se destacar nesta sessão foi a LLX Logística (LLXL3). A companhia deve receber uma multa por ter salinizado água doce no Rio de Janeiro, causando prejuízo aos agricultores de São João da Barra. A punição não tira a confiança do mercado em relação ao andamento e sustentabilidade do projeto do superporto do Açu – uma das maiores obras de infraestrutura no Brasil. Com isso, as ações subiram 2,44%, para R$ 2,52, recuperando-se de parte da queda de 4,28% da véspera.
“Tem que ver o quanto a multa vai pesar no financeiro da LLX, mas é difícil que isso venha a interferir na construção do projeto”, salienta Henri Evrard, analista da Infinity Asset. Ele lembra das palavras do secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc, que destacou que essa multa não deve atrasar ou impedir a construção do projeto da empresa de Eike Batista.
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“E essas palavras dão uma certa garantia para o investidor, que se tem um compromisso do governo, acredito que não bota o projeto em risco”, diz o analista. Mesmo que a empresa tenha sido considerada culpada, não se sabe qual será a punição – o que pode impactar nos próximos resultados, principalmente por elevar os custos para impedir a salinização de continuar ocorrendo.
Marfrig sobe com oferta no exterior
Já as ações do frigorífico Marfrig (MRFG3) lideraram os ganhos do Ibovespa nesta quinta, após uma emissão de dívida dar um certo alívio quanto à saúde financeira da empresa. Os papéis chegaram a uma alta de 7,56% na máxima do dia, aos R$ 9,68.
Na noite de quarta-feira a empresa anunciou uma captação de US$ 600 milhões no exterior em títulos de longo prazo, com vencimento em julho de 2017. O frigorífico pagou um cupom de 9,87%, com uma demanda 10 vezes acima do montante inicial.
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“Apesar de oferecer remuneração superior ao custo médio ponderado de sua dívida (7,28% em set/12), acreditamos que a captação será positiva à companhia”, escreve Karina Freitas, analista da Concórdia Corretora, em relatório. A analista explica que, além da operação permitir o alongamento da dívida, ela também reduz a necessidade por contrair empréstimos bancários de curto e longo prazo.
O movimento da JBS (JBSS3), sua principal rival, também impressionou: ganhos de 6,72%, aos R$ 6,83.
CSN cai com possível compra de ativos da ThyssenKrupp
As ações da CSN (CSNA3) foram penalizadas nesse pregão, com queda de 3,70%, aos R$ 11,98, depois da notícia de que a companhia está na disputa pela aquisição das operações siderúrgicas da ThyssenKrupp AG nas Américas.
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A siderúrgica fez uma oferta de US$ 3,8 bilhões pela usina no Alabama e uma participação majoritária na usina brasileira CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), disseram fontes familiarizadas com o negócio. A Thyssen tem 73% da CSA e o restante, 27%, pertence à Vale (VALE3; VALE5), que tem o poder de veto ao novo sócio.
A possível aquisição, contudo, não é vista com bons olhos pelo mercado. “A CSA é uma siderúrgica que é boa em questão de tecnologia, mas desde que entrou em operação apresentou uma série de problemas e prejuízos”, avalia o analista Victor Penna, do BB Investimentos. Outro ponto negativo, segundo ele, é que a companhia está inserida num mercado de placas, onde a demanda está bastante incerta.
Fibria avança com intenção de dobrar porto
Impulsionadas pela notícia de que a Fibria (FIBR3) estuda dobrar o porto de Portocel, no Espírito Santo, as ações da empresa de papel e celulose tiveram ganhos de 3,40%, aos R$ 25,85. O jornal Valor Econômico publicou nesta manhã que a empresa e sua sócia no porto, a Cenibra, contrataram uma consultoria para atualizar um estudo de viabilidade para duplicar o porto, responsável por cerca de 60% das exportações da companhia. Os investimentos previstos para essa obra são de R$ 480 milhões.
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Carlos Müller, analista-chefe da Geral Investimentos, diz que a notícia é positiva, mas alerta que a ação da Fibria já está muito esticada, isso é, já valorizou demais e por isso ela deve sofrer neste ano. “O papel está esticado, e a tendência da forte produção neste ano vai pressionar os preços da celulose”, explica.
São Martinho sobe com mais álcool na gasolina
A notícia de que a ANP (Agência Nacional de Petróleo) aprovou um nível de álcool maior por gasolina impulsionou os papéis da São Martinho (SMTO3). As ações chegaram a cair 3,35% no intraday, mas se recuperam e fecharam com alta de 2,46%, aos R$ 29,20.
O percentual de etanol na gasolina passará de 20% para 25%, no final da safra da cana-de-açúcar, possivelmente no mês de abril. “Temos que confirmar a safra, mas estamos achando que sim”, disse Magda Chambriard, diretora-geral da ANP.
Ao chegar para evento da Transpetro, no Rio, Magda confirmou para maio e novembro as rodadas de licitação da exploração de petróleo e gás, paradas à espera de definição das regras de distribuição de royalties. “Estamos discutindo o passado, o futuro está pacificado”, disse Magda. Serão licitados 172 blocos. A expectativa é de muita procura, uma vez que as áreas oferecidas aparecem entre as mais lucrativas.
Operação envolvendo Eletrobras
Como noticiada pelo portal InfoMoney, uma operação long & short envolvendo as duas ações mais líquidas da Eletrobras (ELET3; ELET6) pode ter sido lucrativa nessa sessão. Essa estratégia foi recomendada por Mario Saldanha, analista técnico da Saltrade: ele chamou atenção para abrir posição comprada nas ações que subiram menos nas últimas sessões, no caso ELET3, e posição vendida em ELET6.
Os papéis ordinários registraram alta de 3,40%, aos R$ 6,99, mas tiveram ganhos de 6,07% no intraday. Já os papéis preferenciais terminaram o dia com ganhos de 2,53%, aos R$ 11,76, mas subiram 3,49% no intraday.
A operação consiste em vender a descoberto papéis ELET6 e posteriormente alugar os ativos para continuar carregando a operação. Simultaneamente você compra papéis ELET3. Quando o investidor conseguir com que a diferença entre as duas ações diminua, ele fecha a operação vendendo ELET3 e comprando ELET6.
Dasa, Raia Drogasil e Anhanguera: volumes muito acima do normal
Depois de movimentarem R$ 131,9 milhões na terça e R$ 85,72 milhões na véspera, as ações da Dasa (DASA3) dispararam: alta de 4,07%, aos R$ 14,05 – atingindo ganhos de 6,07% durante o intraday. Elas continuaram com volume acima da média, giro de R$ 78,71 milhões neta quinta, bastante acima da média dos últimos 21 pregões antes da disparada do volume, que era de R$ 25,1 milhões. Foi o quarto pregão consecutivo que os ativos DASA3 tiveram um volume financeiro no mínimo duas vezes maior que a sua média diária.
Outra empresa que teve volume acima da média foi a Anhanguera (AEDU3). Na véspera, a empresa teve giro de R$ 185,33 milhões e nesta, o volume foi de R$ 89,11 milhões, bastante acima da média dos últimos 21 dias anteriores à disparada, que girava em torno R$ 37,05 milhões. A empresa teve queda e alta de 1,49% e 3,37%, respectivamente, fechando aos R$ 33,40.
Já a Raia Drogasil (RADL3) teve volume de R$ 74,32 milhões nesta sessão, bastante acima da média de R$ 22,30 milhões. A empresa registrou queda de 2,70%, aos R$ 23,06. Vale destacar que o Morgan Stanley intermediou mais de 50% das operações com RADL3 hoje, assim como 30% das operações de Anhanguera nesta sessão e cerca 70% na véspera.