Dólar fecha com alta de 1,61% e tem a maior cotação desde maio de 2009

Moeda norte-americana encerrou a semana com avanço de 2,34%, a maior alta semanal desde maio deste ano, e seguiu para terminar o mês subindo 4,88%

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SÃO PAULO – Em mais um dia tenso nos EUA, onde democratas e republicanos discutem soluções para evitar o abismo fiscal, o dólar comercial apresentou forte alta de 1,61% e fechou cotado a R$ 2,1299 na compra e R$ 2,1307 na venda, a maior cotação desde maio de 2009.

Com a alta desta sexta-feira (30), a moeda norte-americana encerrou a semana com um avanço de 2,34%, a maior alta semanal desde maio deste ano, e seguiu para terminar o mês subindo 4,88%.

Nesta sessão, mais uma vez, o mercado se mostrou preocupado com a situação dos EUA, onde as negociações no Congresso para evitar um abismo fiscal no início do próximo ano prosseguem sem grandes novidades. Em destaque, esteve a fala do presidente norte-americano, Barack Obama, em uma fábrica, alertando à imprensa internacional que a economia vai parar se um conjunto automático de aumento de impostos e corte de gastos entrar em vigor em janeiro, referindo-se ao “fiscal cliff”.

Logo após as falas de Obama, o líder do partido republicano na Câmara dos Deputados, John Boehner, afirmou que o aumento das taxas, uma das propostas do presidente eleito durante a campanha, é uma “abordagem errada”. Ele criticou a defesa do presidente, dizendo que: “não é uma proposta séria” e ainda existe um impasse muito grande nas convesações sobre a dívida.

Na agenda de indicadores por lá, o Chicago PMI mostrou uma atividade industrial na região levemente inferior ao projetado em novembro: 50,4, contra 50,7. Já o PCE (Personal Consumer Expenditure), principal medida de inflação no país, avançou 0,1% em outubro, contra estimativas de 0,2%, conforme projeções compiladas pelo portal Briefing.com.

PIB nacional desaponta
Nesta sexta-feira foi apresentado o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, e o resultado surpreendeu negativamente os analistas. Segundo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia brasileira avançou apenas a metade do projetado, isso é, 0,6% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o período de abril a junho. Já há quem diga que o PIB do ano terá que ser revisto para algo em torno de 1,2% a 1,3%.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.