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SÃO PAULO – Depois da alta do início dos negócios, o dólar inverteu e continua segurando a tendência de queda nesta segunda-feira (26). Às 12h50 (horário de Brasília), no entanto, o movimento de baixa era mais ameno, com a moeda norte-americana recuando apenas 0,01%, para R$ 2,0817 na venda. No mercado futuro, a divisa para dezembro perdia 0,07%, a R$ 2,082.
“Eu esperava que o dólar estivesse derretendo um pouco mais, por conta do leilão, mas o mercado está segurando”, afirmou o operador de câmbio da B&T Corretora, Marcos Trabbold. Ele destaca que o cenário internacional adverso, que derruba as bolsas mundiais nesta segunda, contribui para a queda limitada da moeda.
Na sexta-feira (23), o ministro da Fazenda, Guido Mantega defendeu que o dólar no patamar a R$ 2,00 “veio para ficar”, acrescentando que a moeda norte-americana está numa condição “razoável” no mercado local.
Logo depois dos comentários do ministro, o dólar acelerou a alta e chegou à máxima de R$ 2,118 na venda. Pouco depois, no entanto, o BC anunciou um leilão de swap, o que representa uma venda de dólares no mercado futuro-, provocando uma inversão na moeda, que passou a ficar abaixo de R$ 2,10.
Ainda que o dólar continue se afastando deste patamar (R$ 2,10), Trabbold não descarta uma movimento de alta da cotação e, com isso, a fixação de um novo teto da moeda. “O mercado está confuso, porque as informações estão cruzadas. O ministro fala de dólar acima de R$ 2,00, mas o Banco Central atua para conter a alta da moeda. O mercado precisa se acalmar, para que o novo teto fique claro nos próximos dias, mas a possibilidade existe”, explicou.