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SÃO PAULO – Após uma manhã alternando entre perdas e ganhos, o dólar comercial se fixou no campo negativo no início da tarde desta quinta-feira (4). Assim como na véspera, a moeda norte-americana operou entre queda de 0,10% e 0,20%, com isso a divisa encerrou a sessão com a segunda desvalorização seguida, cotada a R$ 2,0175 na compra e R$ 2,0190 na venda, baixa de 0,20%.
Nos EUA, o destaque ficou para a divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee) sobre a última reunião do Federal Reserve, quando foi lançado o terceiro programa de Quantitative Easing. Os integrantes do Fomc acreditam que a economia dos EUA deve se acelerar entre 2013 e 2015, após um período de fraca recuperação, ancorada nas medidas de flexibilização monetária anunciadas na última reunião do comitê.
Já no front europeu, a autoridade monetária da Zona do Euro manteve a taxa básica de juro em 0,75% ao ano, enquanto Mario Draghi voltou a jogar a responsabilidade da compra de títulos aos países, ao reafirmar que o BCE (Banco Central Europeu) está pronto para agir. Ele disse, ainda, que as condicionalidades que o programa de compra de títulos trazem são essenciais. Sobre Portugal, Draghi afirmou que o país ainda não pode se candidatar às compras de títulos do BCE, uma vez que não possui acesso total ao mercado de dívida.
Agenda nos EUA
Entre os indicadores econômicos nos EUA, foram registrados 367 mil pedidos de auxílio-desemprego, ante previsão de 365 mil, conforme compilação de projeções da Briefing.com. O número também mostrou leve alta sobre a semana anterior, quando dados revisados mostraram 363 mil pedidos. Enquanto isso, os pedidos à indústria norte-americana recuaram 5,2% em agosto, contra uma alta de 2,6% em julho. Entretanto, a projeção do mercado indicava para um valor ainda pior, com um recuo de 6,0%.
Por aqui, o destaque foi a Moody’s, que disse que irá discutir até o fim deste ano qualquer mudança no rating do Brasil. Atualmente, a agência de classificação de risco estima a nota brasileira em Baa2, com perspectiva positiva.
Enquanto isso, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, prevê um aumento na carteira de investimento em infraestrutura, que atualmente equivale a US$ 250 bilhões, disse nesta quinta-feira.
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Dólar futuro e Ptax
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro segue o dia cotado a R$ 2,027, baixa de 0,22% em relação ao fechamento de R$ 2,032 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em dezembro opera em baixa de 0,22%, atingindo R$ 2,037 frente à R$ 2,042 do fechamento de quarta-feira.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0224, queda de 0,21% sobre o último fechamento.