Dólar fecha em alta de 0,18%, aproveitando aumento de aversão ao risco

A moeda operou em alta durante toda a sessão, impulsionada pelo cenário espanhol - onde o banco central alertou para uma queda significativa do PIB

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SÃO PAULO – O dólar comercial aproveitou o clima de maior aversão ao risco presente nesta quarta-feira (26) e fechou em alta de 0,18%, cotado a R$ 2,0343 na compra e R$ 2,0348 na venda. A moeda operou em alta durante toda a sessão, impulsionada pelo cenário espanhol – onde o banco central alertou para uma queda significativa do PIB (Produto Interno Bruto). 

Desta forma, o governo deve anunciar novas medidas de austeridade. Será divulgado também o resultado do teste de estresse nos bancos, na sexta-feira, que avaliará a necessidade das instituições em se fortalecer. Nesse ambiente, continua a expectativa por um pedido de resgate internacional pelo primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy.

Entretanto, uma carta dos ministros de finanças da Alemanha, Finlândia e Holanda ajuda a elevar as incertezas. Eles lembraram que a utilização dos fundos de resgate para injetar dinheiro nos bancos é a última fonte de recursos, já que antes disso deve-se usar o dinheiro público. Os mercados de riscos tiveram recuperação após a Alemanha remover o último obstáculo para ratificação do ESM (European Stability Mechanism).

Grécia
Na Grécia, a preocupação é sobre a dificuldade em cortar gastos. Tendo que aliviar as contas públicas em  € 11,9 bilhões, o sentimento do mercado é de que os valores possam ser ainda maiores e as metas fiscais podem ser desrespeitadas, colocando em dúvida se o país continuará a receber a ajuda internacional.

De acordo com o membro do Conselho Administrativo do BCE (Banco Central Europeu), Jens Weidmann, a autoridade monetária não irá preencher os potenciais déficits de financiamento no orçamento da Grécia. 

Agenda do dia
Na agenda econômica dos EUA, o indicador de vendas de novas casas veio abaixo do esperado, atingindo 373 mil transações – 7 mil a menos que o esperado. 

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Por aqui, a sondagem industrial, elaborada pela FGV (Fundação Getulio Vargas), mostrou uma alta de 0,9% na confiança da indústria em setembro, na comparação com o mês anterior. Esse é o maior nível desde julho de 2011. Já o fluxo cambial ficou positivo em US$ 187 milhões na 3ª semana de setembro. O Banco Central destacou que a concessão diária de crédito ao consumidor atinge R$ 3,64 bi em agosto. 

Dólar comercial
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0343 na compra e R$ 2,0348 na venda, alta de 0,18% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,21% em setembro, frente à alta de 2,64% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 8,90%.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro, segue o dia cotado a R$ 2,034, leve alta de 0,12% em relação ao fechamento de R$ 2,032 da última terça-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera em leve alta de 0,15%, atingindo R$ 2,046 frente à R$ 2,043 do fechamento de ontem. 

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Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0341, alta de 0,44% sobre o último fechamento.