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SÃO PAULO – Mesmo com o Banco Central atuando, na véspera, para evitar que o dólar comercial se aproxime dos R$ 2,00, a moeda norte-americana voltou a apresentar queda nesta terça-feira (18) com o clima de instabilidade na Europa. Às 14h30 (horário de Brasília), a divisa apresentava queda de 0,16%, cotada a R$ 2,0261 na compra e R$ 2,0269 na venda.
No front europeu, o foco continua na crise da região. A vice-primeira-ministra da Espanha, Soraya Sanez, disse à imprensa esta manhã que o país continua a avaliar as condições quanto ao resgate, sendo que o BCE (Banco Central Europeu) só irá agir caso o país entre com um pedido formal para compra de títulos públicos.
Com essa espera por decisões, o rendimento dos títulos espanhóis no mercado secundário voltou a superar os 6% durante o dia, apesar de recuar no fechamento. Isso ocorreu após o Tesouro do país realizar um leilão bem sucedido nesta data, com juros abaixo da última emissão e um valor captado ligeiramente acima do projetado, de € 4,57 bilhões.
Além disso, o índice de expectativas ZEW passou de um valor negativo de 25,5 em agosto para o território também negativo de 18,2, em setembro. Apesar da melhora, analistas esperavam um número ligeiramente melhor, em uma queda de 17.
Estados Unidos
Na agenda norte-americana, apenas alguns indicadores que não costumam trazer grande impacto ao mercado foram divulgados. O déficit em conta corrente no segundo trimestre foi ligeiramente menor do que se esperava – US$ 117,4 bilhões, contra US$ 126,8 bilhões esperados -, assim como a demanda estrangeira por títulos do país disparou em julho, ao passar de US$ 9,3 bilhões no mês anterior para US$ 67 bilhões.
Por fim, Charles Evans, presidente do Federal Reserve de Chicago, afirmou, em discurso esta manhã, que a nova rodada de compra de títulos nos EUA era necessária. Para ele, a instituição tomou um forte passo em direção à condicionalidade ao dizer que o país continuará a intervir enquanto o mercado de trabalho permanecer fraco.