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SÃO PAULO – Após uma sessão com variações entre perdas e ganhos, o dólar comercial se fixou no campo negativo durante a tarde e interrompeu uma sequência de três altas, fechando esta quinta-feira (30) com desvalorização de 0,06%, cotado a R$ 2,0464 na compra e R$ 2,0472 na venda.
Com a redução de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, que chegou a 7,5% ao ano, a tendência seria que a moeda norte-americana apresentasse alta, já que essa ação reduz a atratividade do real. Entretanto, o mercado já esperava o corte, o que permitiu uma antecipação dos efeitos do anúncio.
Agora, os economistas começam a discutir se novos cortes podem ocorrer ainda este ano. Há quem entenda que na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) possa ocorrer uma redução em mais 0,25 ponto percentual, enquanto alguns economistas entendem que não haverá mais cortes em 2012.
Já no mercado externo, o destaque ainda é o aguardado discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, no evento anual de Jackson Hole. Bill Gross, fundador da Pimco – gestora do maior fundo de renda fixa do mundo -, afirmou que o Fed deverá adotar uma nova rodada de alívio. Isso aconteceria porque a taxa de desemprego e o nível inflacionário estão fora do que é tido como ideal pelo Fed.
Indicadores
Nesta sessão, chamou a atenção a agenda dos Estados Unidos, onde os números vieram próximos do esperado. Os novos pedidos de auxílio-desemprego chegaram a 374 mil na semana finalizada em 25 de agosto, contra uma expectativa de 370 mil. Já o núcleo do PCE (Personal Consume Expenditure) mostrou que a alta nos preços estagnou no mês de julho, enquanto a renda do cidadão e os gastos aumentaram em 0,3% e em 0,4% no mês.
Na Europa, o índice de desemprego alemão segue avançando pelo quinto mês seguido, enquanto o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país desacelerou para 0,3%. Além disso, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, reafirmou a sua vontade em comprar títulos públicos da região em caso de piora na crise.
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Por aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou que o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) aumentou para 1,43% em agosto.
Dólar futuro e Ptax
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro segue o dia cotado a R$ 2,049, leve baixa de 0,10% em relação ao fechamento de R$ 2,051 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro opera em leve baixa de 0,10%, atingindo R$ 2,057 frente à R$ 2,059 do fechamento de ontem.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0513, alta de 0,02% sobre o último fechamento.