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Após alternar entre perdas e ganhos ao longo do dia, o Ibovespa fechou esta quarta-feira bem próximo da estabilidade, registrando leve baixa de 0,06%, aos 52.607 pontos. Dessa forma, o benchmark da bolsa brasileira aumenta chega ao seu quarto dia consecutivo sem subir. O giro financeiro foi de R$ 5,0 bilhões.
O dia começou com maior alívio, após informações de que o Federal Reserve pudesse oferecer mais estímulos à economia norte-americana. Entretanto, a redução nas perspectivas de crescimento da China pelo FMI desanimou os mercados. De acordo com o fundo, o país deve ter um crescimento do seu PIB de 8% no ano. Antes, o Fundo estimava uma elevação de 9,2%.
Destaque de ações
Dentre as maiores quedas do índice, estiveram as ações da LLX, com queda de 6,07%, aos R$ 2,63, após liderar os ganhos do benchmark por dois dias seguidos. Já o papel da Dasa teve a segunda maior baixa, com perdas de 5,56%, aos R$ 11,55.
Entre as maiores altas, estiveram os papéis da Rossi, Souza Cruz e Pão de Açúcar , com valorizações respectivas de 2,26%, 2,20% e 1,85%, aos R$ 29,84, R$ 78,90, e R$ 23,07.
Dia misto na Europa e negativo para os EUA
Já no front europeu, o mercado refletiu a contração de 0,7% do PIB do Reino Unido no segundo trimestre, enquanto pesquisa apontou que a região teve o maior risco de contágio da crise do euro. O instituto Ifo, por sua vez, mostrou que a confiança do empresário alemão caiu em julho pelo terceiro mês consecutivo. Além disso, o mercado temeque a Espanha terá problemas para encontrar recursos até o final do ano.
Entretanto, as declarações do membro do BCE, Ewald Nowotny, gerou um certo alívio ao mercado. Em entrevista à Bloomberg, Nowotny afirmou que o fundo permanente de resgate, o ESM, deveria obter uma licença bancária. Assim, ele poderia emprestar recursos diretamente a outros bancos. Enquanto isso, os títulos públicos de longo prazo da Espanha interrompem a sequência de altas no rendimento, em movimento semelhante ao da Itália.
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Porém, mais tarde, os investidores repercutiram o corte do rating da Itália pela Egan Jones. A nota passou de B+ para CCC+ e, segundo a agência de classificação de risco, há uma chance de 22% de que o país declare calote no prazo de um ano. A perspectiva da nota é negativa.
Já nos EUA, o Departamento de Comércio norte-americano revelou que o mercado imobiliário do país vendeu menos casas novas do que o esperado para junho, com o New Home Sales do mês registrou 350 mil novas residências, abaixo do consenso de mercado. Somado a isso, os resultados de importantes empresas do setor de tecnologia, como Apple e Netflix, decepcionaram os investidores, provocando forte queda nas ações.
Economia brasileira não anima
Dentre os destaques da agenda doméstica, esteve o Indicador de Atividade Econômica, que mostrou um cenário ainda bastante desanimador para economia nacional ao apresentar crescimento do PIB de apenas 0,1% em maio na comparação a abril, de acordo com a Serasa Experian.
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Já o IPC da cidade de São Paulo subiu 0,19% na terceira quadrissemana de julho, com leve desaceleração na comparação com a última quadrissemana, informou a Fipe. Por fim, o fluxo cambial brasileiro apresentou saldo negativo de US$ 1,947 bilhão no acumulado do ano, informou o Banco Central.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,34%, terminando a R$ 2,0368 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,67%, com queda de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento de terça-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,34%, a 129,33% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve baixa de 0,47%, passando de 213 pontos na sessão anterior para 212 pontos.