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Apesar de ter iniciado o dia em alta, o Ibovespa não conseguiu escapar de sua terceira sessão no vermelho. Com a continuidade do cenário negativo na Europa e puxado pelo desempenho negativo dos papéis da Vale – que possuem forte participação na composição do índice -, o benchmark da bolsa brasileira registrou queda de 0,75% nesta terça-feira, fechando aos 52.638 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,0 bilhões.
As notícias negativas da Europa já começaram na última segunda-feira, quando a Moody’s anunciou após o fechamento do mercado que poderá retirar o rating triplo A da Alemanha, da Holanda e de Luxemburgo.
Enquanto isso, os credores internacionais da Grécia chegaram nessa data ao país para avaliar os progressos econômicos, em meio a dúvidas de que o país conseguirá cumprir os acordos fiscais. O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, afirmou nesta terça que a recessão pode ser ainda mais profunda que os 7%, prevendo uma recuperação somente em 2014.
Vale despenca com renúncia de diretor
Complementando o cenário negativo para a bolsa, esteve a forte baixa dos papéis da Vale, que representam o maior peso na carteira teórica do benchmark da bolsa, com desvalorizações respectivas de 4,88% para as ações ON e de 4,69% para os papéis PN classe A, aos R$ 35,84 e R$ 35,15. Essa queda, na véspera da divulgação dos resultados, ocorreu na esteira da renúncia do diretor financeiro da companhia, Tito Martins.
Quem também sentiu os impactos da notícia foi a Bradespar, holding que detém forte participação no capital da Vale. Os papéis da companhia lideraram as perdas do Ibovespa ao recuarem 5,59%, fechando aos R$ 28,89.
LLX volta a liderar ganhos
Já a maior alta foi das ações da LLX, com valorização de 8,11%, aos R$ 2,80, ainda repercutindo os rumores de um possível fechamento de capital da CCX.
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O Itaú Unibanco e a Itaúsa, por sua vez, tiveram suas ações entre as maiores valorizações da sessão, com a divulgação dos resultados do segundo trimestre repercutindo de forma positiva no mercado, valorizando-se 3,94% e 3,39%, respectivamente, aos R$ 8,72 e R$ 8,97.
Dados negativos na indústria
A agenda econômica global também seguiu pouco animadora nessa sessão. A atividade industrial da Zona do Euro continua a recuar em julho, atingindo a sua mínima em 37 meses, conforme mostra o PMI.
Já nos EUA, o indicador regional de atividade de Richmond, nos EUA, despencou de -3 para -17 neste mês, no menor nível desde abril de 2009 e muito abaixo do que era projetado pelo mercado. Da mesma forma, o indicador de atividade industrial medido pelo Markit mostrou o pior desempenho em 19 meses.
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O único dado positivo veio na China, onde o indicador de atividade manufatureira permaneceu em retração, mas alcançou a máxima em cinco meses. O dado que mede a produção industrial, por sua vez, passou da contração para expansão, no melhor nível em nove meses.
Agenda doméstica
Já na agenda brasileira, o governo central reportou uma queda na balança de pagamentos ao passar de um saldo positivo de R$ 3,24 bilhões em junho de 2011 para um de R$ 627 milhões no último mês, reportou o Banco Central na nota do setor externo de junho. No acumulado do ano o valor também mostrou significativa redução, passando de R$ 42,9 bilhões para R$ 21,8 bilhões.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,09%, terminando a R$ 2,0438 na venda.
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Renda Fixa
Os contratos de juros futuros fecharam em rumos opostos nessa data. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,72%, com alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02%, a 129,60% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve alta de 5,45%, passando de 202 pontos na sessão anterior para 213 pontos.