Com declarações de Mantega, dólar sobe 0,42%, fechando aos R$ 2,0274

Em dia fraco de indicadores, ministro movimentou mercado ao indicar intenção do governo de manter divisa acima dos R$ 2,00

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SÃO PAULO – Após abrir perto da estabilidade e depois cair, o dólar comercial fechou em alta de 0,42%, cotado na venda a R$ 2,0274. Com a variação desta quarta, o dólar registra alta de 0,87% neste mês de julho e uma valorização de 8,50% desde o início do ano. Vale destacar que a moeda dos EUA fechou o primeiro semestre como o melhor investimento de 2012.

Após abrir em queda, a moeda inverteu e passou a apresentar valorização após as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmando que os produtos brasileiros estão mais competitivos no mercado internacional com a queda de cerca de 20% da taxa de câmbio nos acumulado dos 12 meses. Com essa afirmação, a ideia de que o governo atuará caso o dólar vá para patamares abaixo de R$ 2,00 se reforçou no mercado.

Na agenda doméstica, o fluxo cambial esteve em foco, registrando no acumulado de junho saldo positivo de US$ 318 milhões, segundo dados do Banco Central.  No segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior, investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) o saldo de junho é positivo em US$ 1,280 bilhão. Já o saldo comercial (operações de exportações, importações e financiamentos ao setor) foi negativo em US$ 962 milhões.

Agenda Internacional
Com o feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, a atenção dos investidores se voltou para os sinalizadores econômicos da Europa e da China.

No Velho Continente, as principais bolsas tiveram queda, sendo os movimentos mais acentuados em Madri e Roma. A trajetória ocorre mesmo após o Eurostat mostrar um crescimento de 0,6% nas vendas do varejo da Zona do Euro em maio, recuperando-se, em parte, da queda de 1,4% registrada em abril.

Já o PMI (Purchasing Manager’s Index), que mede o nível de atividades do serviço e da indústria na região, passou de 46 na prévia de junho para 46,4 no número final. Apesar da melhora, o indicador continua mostrando retração da atividade. Com isso, a demanda por juros de títulos da dívida pública cresceu no bloco, refletindo o desempenho negativo do mercado acionário e dos indicadores econômicos do Velho Continente.

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Enquanto isso, o PMI Chinês demostra mais desaceleração econômica. O índice passou de 51,9 em maio para 50,6 em junho, na leitura mais baixa em três meses.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0269 na compra e R$ 2,0274 na venda, com alta de 0,42% em relação ao fechamento anterior. Com essa alta, a valorização acumulada no ano da moeda norte-americana chega a 8,50%. 

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto segue cotado a R$ 2,041 com alta de 0,74% em relação ao fechamento de R$ 2,026 da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera em alta de 1,03%, atingindo R$ 2,052 frente à R$ 2,031 do fechamento anterior. 

Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0201, com alta de 1,57% sobre a cotação de anterior.