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SÃO PAULO – Na ausência de negócios em Wall Street, o investidor opta pela cautela e o Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira (4), interrompendo uma sequência de três altas. Com o feriado de Dia da Independência nos Estados Unidos, o sentimento do mercado é pressionado por dados poucos animadores sobre a economia da China e da Europa.
Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o principal índice de ações brasileiro registrava desvalorização de 0,48%, aos 55.514 pontos. Do lado corporativo, as ações de Cia Hering (HGTX3, R$ 38,12, -3,18%), B2W Varejo (BTOW3, R$ 6,43, -2,58%), Gafisa (GFSA3, R$ 2,59, -2,26%), MMX (MMXM3, R$ 6,31, -1,56%) e Brookfield (BISA3, R$ 3,43, -1,44%) contribuem para a tendência negativa das operações.
No pregão de terça-feira, o principal índice da bolsa paulista fechou em alta de 1,99%, atingindo 55.780 pontos. O volume financeiro foi de R$ 7,29 bilhões. Com o desempenho da véspera, o benchmark acumulada queda de 1,72% no ano.
Gigantes perdem força
No Velho Continente, dados mostram que economias, como a do Reino Unido e da Alemanha, começam a perder força por conta da crise da dívida. Decepcionando o mercado, o PMI (Índice de Gerentes de Compras) britânico de serviços recuou para 51,3 no mês passado, de 53,3 em maio. Na Alemanha, o PMI do setor não manufatureiro encolheu de 51,8 para 49,9 na mesma passagem mensal.
Agenda europeia
Em toda a Zona do Euro, o PMI composto – uma medida tanto do setor de serviços quanto da indústria de transformação – mostrou melhora no mês passado, ao aumentar de 46 em maio para 46,4 na leitura final de junho. Porém, o dado ainda mostra retração da atividade, por estar abaixo de 50.
Também na agenda europeia, as vendas no varejo da Zona do Euro surpreenderam o mercado, ao subirem 0,6% em maio, na comparação com abril, quando houve baixa de 1,4%. Segundo a Eurostat a melhora foi reflexo do desempenho vista na França, Irlanda e Portugal, o que ajudou a compensar o recuo da demanda na Alemanha.
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Outros números
Na China, a atividade do setor de serviços cresceu em junho no ritmo mais lento em dez meses. O PMI, medido pelo HSBC, caiu para 52,3 em junho, de 54,7 em maio. Apesar do recuo, o número ainda mostra expansão da atividade, uma vez que ficou acima de 50.
No mercado doméstico, a agenda econômica é fraca e conta apenas com a Sondagem da Construção da FGV (Fundação Getulio Vargas) e o movimento de câmbio medido pelo Banco Central.