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SÃO PAULO – Arrefecendo os ganhos do início da sessão, o dólar comercial fechou esta segunda-feira (25) com leve valorização de 0,06%, cotado a R$ 2,0660 na venda – após chegar a subir cerca de 0,6% no intraday. Além dos sinais pouco otimistas emitidos pela Europa, os investidores também digeriram as novas reduções de estimativas para a economia brasileira.
Segundo a edição semanal do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a mediana das estimativas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2012 recuou pela sétima semana consecutiva, indo para 2,18%. Ainda por aqui, a balança comercial apontou saldo negativo de US$ 119 milhões na última semana, segundo dados divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Ainda na agenda doméstica, a Nota de Mercado Aberto revelou que o estoque total da DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal Interna) avançou em aproximadamente R$ 39 bilhões em maio na comparação com o mês anterior. Por fim, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) referente à terceira quadrissemana de junho marcou inflação de 0,16%, enquanto o PIB Mensal da Serasa mostrou estabilidade entre março e abril.
Cenário internacional
A Espanha segue como a bola da vez dos mercado. Por lá, o ministro de Economia Luis de Guindos apresentou formalmente o pedido de resgate, mas não apresentou nenhum valor. O país acertou no início do mês um empréstimo de até € 100 bilhões, mas no final da última semana a auditoria dos bancos revelou a necessidade de € 62 bilhões. Uma nova data para os detalhes foi marcada, agora 9 de julho.
Também ocorre o encontro de cúpula da União Europeia, marcado para iniciar na quinta-feira e se encerrar na sexta-feira. Mas, depois de tantos encontros sem resoluções concretas – e com o bloqueio da Alemanha para diversas medidas, o clima é de pessimismo.
O noticiário negativo da Europa acaba ofuscando o resultado melhor que o esperado das vendas de casas novas norte-americanas, que totalizaram 369 mil novas residências em maio, contra a média das projeções do mercado, de 350 mil. Contudo, vale ressaltar que grande parte do avanço mensal das vendas é explicada pela revisão baixista no mês de abril, que saiu de 3,3% para -1,2%.
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Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0655 na compra e R$ 2,066 na venda, alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior. Com essa alta, o dólar acumula valorização de 2,40% em junho, frente à alta de 5,81% registrada no mês passado. No ano, a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 10,57%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho, segue o dia cotado a R$ 2,069, alta de 0,10% em relação ao fechamento de R$ 2,067 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, registra alta de 0,26%, atingindo R$ 2,081,5 frente ao fechamento de R$ 2,076 de sexta-feira.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0718, com alta de 0,79% sobre a cotação de anterior.